Se você tem entre 47 e 66 anos, nós temos uma boa notícia para te dar: as pessoas que nasceram entre as décadas de 1960 e 1970 desenvolveram um conjunto de habilidades mentais que se tornaram cada vez mais raras nos dias de hoje. É o que aponta a psicologia através de estudos publicados no "Ouest-France", jornal daquele país.
Mas o que está por trás desse "fenômeno"? A principal chave para desvendar o mistério se chama estilo de vida mais simples, contudo com maior grau de exigência, ao qual esse grupo foi submetido nas décadas passadas. As pesquisas apontaram como fatores ainda a vida sem a presença das telas e a necessidade de assumir responsabilidades de forma precoce.
Esse conjunto de fatores levou ao desenvolvimento da paciência, autonomia e tolerância dianta da frustração. O que para as gerações mais novas, às vezes está em falta.
1) Paciência: Antes, a circulação de uma informação era mais demorada. Dessa forma e de acordo com a psicologia, foi ensinado a esse grupo de pessoas o quão importante é a espera. Assim, esses indivíduos passaram a tomar decisões mais acertivas e serem mais tranquilos.
2) Capacidade de regular as emoções: Antes, a lógica "vencia" a emoção. A pesquisa apontou que na fase da infância o autocontrole em bom nível tem a ver com bem-estar mais elevado e grau menor de ansiedade e estresse na época da adolescência.
3) Satisfação com o que se tem: Quem nasceu entre as décadas de 1960 e 1970 cresceu com uma quantidade menor de bens materiais da mesma forma que uma expectativa menor em relação às mudanças frequentes. Levando, assim, a um contentamento e desapego.
4) Crença na própria capacidade: Os nascidos no período analisado tiveram como lição a confiar tanto no próprio esforço quanto na disciplina. Por outro lado, hoje há uma inclinação em atribuir eventos a fatores "de fora".
5) Tolerância ao desconforto: O ritmo acelerado dos dias atuais bate de frente com a vida de antes. Quando expostos ao desconfonto há o estímulo do que chamos de "flexibidade emocional", além da resiliência a um prazo mais esticado.
6) Resolver problemas com praticidade: Aqui levamos em conta a capacidade de superar momentos adversos, consertar coisas ou até mesmo fazer a leitura de mapas sem precisar recorrer a soluções de forma imediata. Dessa forma, a confiança fica erguida na superação sem levar em conta as dificuldades.
7) A espera por uma recompensa: O desenvolvimento de tal habilidade leva ao autocontrole, diminui a impulsividade e, em contrapartida, eleva a satisfação a um longo prazo. Em 2020, meta-análise apontou que na infância quando há autorregulação sabe-se que o desempenho em nível acadêmico será melhor, a saúde mental também terá benefícios, assim como hábitos mais saudáveis serão vistos quando adulto.
8) Maior capacidade de concentração: Atividades que fazem a capacidade de atenção serem mais fortalecidas estão nesse exemplo. É o caso de fazer uma leitura por horas, escrever cartas ou até escutar álbuns por completo. Por outro lado, as novas gerações estão moldadas em um modelo de imediatismo.
9) A gestão direta de conflitos: Quando se conversa com alguém pessoalmente, há o risco de passar por momentos de desconforto. Contudo, só assim se aprende a fazer a linguagem do corpo. A escuta ativa e a melhor forma de se comunicar também foram aprendidos dessa maneira.
Mas vale um aviso: não estamos romantizando os anos 1960 e 1970, uma vez que esse período teve injustiças sociais e pedras no caminho. A intenção é mostrar que o modo de vida de antigamente pode ser algo a se inspirar. O artigo, que o portal argentino "Infobae" repercurtiu indica que o avanço da tecnologia nem sempre é a mesma coisa que maior força pessoal, levando em conta tais indivíduos.