Ratinho acaba de comemorar 27 anos no SBT, onde apresenta seu programa no horário nobre de segunda a sexta. Se lá no distante setembro de 1998 estreou levando ao palco troca de sopapos, exames de DNA, pessoas carentes portadoras de doenças raras e reportagens policiais, agora mudou por completo o tom e aposta em calouros e brincadeiras simplórias com o auditório, mas escapando vez ou outra nas polêmicas.
Seis meses após a estreia, o apresentador acabou se envolvendo nas negociações do sequestro de Wellington Camargo, irmão de Zezé Di Camargo e Luciano, e atrapalhando o caso. Anos mais tarde, Ratinho classificou como "maior arrependimento" de sua carreira de mais de três décadas - o comunicador surgiu na CNT no começo dos anos 1990.
Mas em janeiro de 1999 e ainda com Wellington sequestrado, um carro bizarro e totalmente improvável envolvendo Angélica foi parar no palco do SBT. "Eles estão usando a inocência destas pessoas humildes, bem como a figura da Angélica, para promover o programa", atacou Marcos Saraiva, advogado da apresentadora, à época.
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No dia 11 de janeiro, o "Programa do Ratinho" entrevistou um casal que afirmava que Angélica era filha biológica deles. "Os argumentos incluíram até o detalhe de uma pinta que Angélica possui na coxa - também encontrada nas costas do suposto pai, bem como em três dos oito filhos do par em questão", disse o "Jornal do Brasil".
O casal contou no ar que a filha do casal aos 2 anos, em 1977, foi diagnosticada com sarampo e internada em hospital de Goiânia (Goiás). Dias depois o quadro evoluiu para morte da criança. Mas o casal nunca teria recebido o corpo da menina.
Em 1993, quando se mudaram para Sanclerlândia (interior de Goiás) J. R. da S. e A. A. da S. tiveram acesso à televisão e viram na telinha Angélica. Passaram a crer então que a apresentadora, hoje mãe de três, era filha deles.
A história totalmente impossível fica ainda mais improvável porque a mulher de Luciano Huck e ex-namorada de Maurício Mattar nasceu em 1973, dois anos antes da filha do casal que foi à TV