A superação de Rayssa Leal: aos 18 anos, skatista apoia ONGs do Nordeste e dá lição importante para crianças. 'Sempre quis que mais meninas ocupassem as pistas de skate. Que se sentissem cada vez mais confiantes sobre quem são e o que podem conquistar'
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 11:50
Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
Aos 18 anos, Rayssa Leal vai muito além das manobras radicais. A campeã do skate, que inspira milhares de meninas, deixou um recado especial para uma organização social que apoia jovens talentos
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Aos 18 anos, Rayssa Leal já coleciona conquistas que a colocaram entre os maiores nomes do skate brasileiro e mundial. Mas, fora das competições, a atleta também tem usado sua visibilidade para incentivar crianças e adolescentes, especialmente meninas, a acreditarem que há espaço para elas no esporte. 

Em entrevista à revista Glamour, a maranhense falou sobre sua trajetória e o trabalho como embaixadora de um projeto que apoia ONGs do Nordeste. Em uma carta destinada às meninas atendidas pelo programa Skate Pela Mudança Social, Rayssa relembrou os desafios que enfrentou desde que começou a andar de skate e destacou a importância de não desistir diante das dificuldades.

"Se eu tivesse desistido toda vez que eu caí, muita coisa não teria acontecido. O medo andou comigo por um tempo. E às vezes ainda aparece por aqui. Um medo que todas nós conhecemos: de não ser aceita, de ouvir que isso não é para você. Mas é nessas horas que lembro de todas aquelas que vieram antes de mim e sonho com todas as outras que virão. Por isso, sempre quis que mais meninas ocupassem as pistas de skate. Que se sentissem cada vez mais confiantes sobre quem são e o que podem conquistar", escreveu.

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Rayssa Leal conta que muitas vezes era a única menina na pista de skate

A atleta começou a praticar o esporte ainda criança e lembrou que a presença de meninas na pista era raridade. Para Rayssa, o apoio da família e a paixão pelo skate foram fundamentais para que ela continuasse treinando: "Quando eu comecei a andar de skate, muitas vezes eu era a única menina na pista. O que sempre me fez continuar foi o amor pelo skate. E também o apoio da minha família, acreditando em mim e me incentivando a seguir em frente", afirmou.

Com o passar dos anos, o esporte ganhou um significado ainda maior em sua vida: "O skate entrou na minha vida muito cedo e se tornou uma parte muito importante de quem eu sou. Ele me deu a oportunidade de conhecer pessoas, lugares e culturas diferentes, que ampliaram muito a minha visão de mundo", disse.

Aos 18 anos, a skatista também afirma ter aprendido que os erros e as dificuldades fazem parte do processo de evolução: "Por fim, aprendi que não preciso ser perfeita o tempo todo: os tombos, os erros e os dias difíceis fazem parte do processo e ajudam a gente a crescer", afirmou.

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'Nunca imaginei que um dia poderia inspirar outras pessoas'

Para a medalhista olímpica, que tem deixado a internet encantada com seu relacionamento, ainda há desafios para que mais meninas permaneçam no esporte, especialmente envolvendo o merecimento do espaço, oportunidade e o mesmo respeito dos meninos: "Quanto mais a gente aparece, mais a realidade vai mudando. Ver meninas andando juntas, evoluindo e se apoiando faz toda a diferença".

Ícone do esporte brasileiro desde que fez história nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, quando era apenas uma adolescente, Rayssa Leal também refletiu sobre o quanto tenta ser uma boa influência para as novas gerações: 

"Nunca imaginei que um dia poderia inspirar outras pessoas, mas não vejo isso como uma responsabilidade, porque é algo muito natural. O que tento fazer é ser uma influência positiva: quero mostrar que elas são capazes, que elas podem sonhar e conquistar tudo o que quiserem".

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Aos 18 anos, Rayssa Leal apoia ONGs do Nordeste por meio do skate

Como embaixadora do Skate Pela Mudança Social, Rayssa participa de uma iniciativa que apoiou três ONGs da região Nordeste entre 2024 e 2025. O projeto forneceu equipamentos esportivos, principalmente itens de segurança, e também promoveu formação em pedagogia e equidade de gênero para gestores e educadores.

Para a skatista, a participação na iniciativa é uma forma de retribuir parte das oportunidades que o esporte proporcionou ao longo de sua vida: "Participar desse projeto é uma forma de retribuir tudo o que o skate me proporcionou. Eu sei o quanto o esporte pode transformar a vida de uma criança. Existem muitas meninas talentosas que, às vezes, só precisam de um incentivo, de um espaço para treinar e de alguém que mostre que esse sonho também é possível".

Ao deixar um conselho para as crianças que estão dando os primeiros passos no skate, Rayssa destacou que a cobrança por resultados não deve ser prioridade: "No começo, o mais importante é gostar do que estão fazendo, sem pressão por acerto ou resultado. O skate precisa ser leve, principalmente nessa fase. Se elas tiverem confiança, paciência e pessoas que apoiem o caminho delas, podem ir muito longe", encerrou.

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