Uma das jornalistas mais famosas e queridas do Brasil, Sandra Annenberg tem feito sucesso no 'Globo Repórter' com sua dinâmica divertida ao lado de William Bonner. Aos 58 anos, a jornalista refletiu sobre as mudanças em seu corpo e mente após a menopausa, período em que muitas mulheres fazem alterações na rotina.
Durante sua participação no programa 'Sem Censura', da TV Brasil, na última quarta-feira (17), Sandra, que teve uma atitude emocionante depois da filha assumir namoro, explicou que chegou a sentir insegurança em situações de transmissão ao vivo por conta de episódios de "brain fog", expressão usada para descrever o chamado "nevoeiro mental".
Segundo a jornalista, esse tipo de sintoma gerou preocupação em momentos importantes da carreira: "Um dos motivos que eu fico aflita em pensar de novo no ao vivo e eu percebi isso no final ali da minha era 'Jornal Hoje', é que tem horas que te faltam as palavras. O que eles chamam de 'brain fog', que é o nevoeiro mental", disse.
Sandra contou que entrou no climatério aos 50 anos e que, desde então, passou a observar diferentes mudanças no corpo. Ela explicou que, embora existam vários sintomas comuns, como ondas de calor e sudorese noturna, o que mais a afetou foi justamente o impacto na memória e na concentração, o que afeta diretamente sua profissão.
"Você tem vários sintomas, né? Você tem o fogacho, aquele calorão, você tem a sudorese noturna, enfim, é uma lista interminável de sintomas, mas, para mim, o que mais pegou foi a questão do nevoeiro mental, porque eu trabalho com isso. Então, o meu medo era dar um branco no ar, de ter que fazer um improviso", relatou.
Durante a entrevista, a jornalista, sempre muito discreta em sua vida pessoal, também relembrou uma situação tensa enquanto ainda apresentava o telejornal ao vivo. Na ocasião, ela precisou noticiar o incêndio na Catedral de Notre-Dame sem ter todas as informações disponíveis.
"Entraram no meu ponto e falaram: 'Sandra, a gente vai plugar a câmera que está ao vivo da Reuters'. A gente não sabia como o fogo tinha começado, se havia pessoas no local, não sabíamos nada. Quanto mais você vai ficando aflita, menos você vai lembrando", recordou.
Além de compartilhar sua experiência pessoal, Sandra Annenberg destacou a importância de falar com mais naturalidade sobre o climatério e a menopausa: "Eu acho que a gente está fazendo força para derrubar esses tabus, até porque começamos a falar sobre isso há pouco tempo. Eu entrei no climatério aos 50 anos e, nesses últimos oito anos, a gente começou a tratar do assunto com mais naturalidade e sem vergonha", encerrou.
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