O “BBB 26” chega com um novo grupo muito pedido pelo público: os Veteranos. Participantes que brilharam em edições anteriores ganham uma nova chance. Entre eles, estão Alberto Cowboy, vilão histórico do “BBB 7”, Babu Santana, recordista de Paredões do “BBB 20”, e Ana Paula Renault, expulsa por agressão do “BBB 16”.
Afinal, uma experiência prévia em um reality show de confinamento é vantagem? O psicólogo clínico José Yuri de Souza Feijão (CRP 05/68921) afirma que sim. O profissional, especializado em Psicanálise, explica que estes participantes podem desenvolver estratégias de enfrentamento, como, por exemplo, regular o sono, a alimentação e as emoções diante do estresse competitivo.
“Um participante veterano chega com menor surpresa ao ambiente hostil do confinamento. Ele já enfrentou câmeras 24 horas por dia e sabe lidar com sensações de vigilância permanente, medo do julgamento externo e aumento da ansiedade social causada pelo jogo”, comenta o psicólogo em entrevista ao Purepeople.
Os participantes que já enfrentaram a exposição, provavelmente, foram assistidos pelos novos competidores do grupo Pipoca. O que pode parecer vantagem para os iniciantes, José aponta, é apenas uma ilusão temporária.
“Saber dos pontos fracos ou estratégias antigas dos veteranos pode dar alguma vantagem inicial, orientando alianças ou atitudes dentro da casa. Entretanto, muito do que é visto na TV é editado e incompleto, e pessoas podem mudar de atitude com o tempo. Qualquer vantagem inicial dos novatos costuma ser compensada pela maior preparação mental dos veteranos e pela pressão psicológica que eles já carregam”, destaca.
A segunda experiência em um programa do tipo também traz risco de esgotamento mental. O psicanalista destaca que, se na primeira vez, o participante teve sintomas de ansiedade ou baixa autoestima, retornar ao confinamento pode agravar ainda mais esses quadros.
“Ambientes extremos como esses podem causar sintomas de depressão e ansiedade profundos, especialmente, diante de cancelamentos virtuais e críticas públicas. Quem já tem histórico de trauma ou passou por muito estresse contínuo tende a piorar. Essas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver sintomas mais graves em situações adversas”, alerta o especialista.
Diante deste cenário, é fundamental se preparar para reconhecer e controlar os gatilhos. José recomenda diversas estratégias, entre elas: distrair-se com atividades positivas, como conversar com um amigo ou caminhar ao ar livre; exercícios físicos; manter horários regulares de sono; evitar álcool em excesso e buscar a terapia que o próprio programa disponibiliza.
“Essas medidas, combinadas com um plano de coping personalizado (saber o que fazer passo a passo quando um gatilho vier à tona), são as melhores formas de evitar que o retorno ao reality abra e fomente antigos traumas.”