Claudia Raia construiu uma carreira marcada por personagens de sucesso, mas também se tornou conhecida por falar, sem tabus, sobre assuntos que envolvem o corpo, a maternidade e o envelhecimento - o que nem sempre foi visto com bons olhos pelo público, em especial os conservadores.
Atualmente com 59 anos, a atriz, que mora em uma mansão milionária e super elegante próxima a São Paulo, falou, durante uma entrevista, sobre sua gravidez de Luca, hoje com 3 anos. O assunto ainda desperta dúvidas entre o público e geralmente rende rumores polêmicos nas redes sociais.
Mãe de três filhos, Claudia Raia engravidou de forma espontânea aos 55 anos, em 2022. Luca nasceu em fevereiro de 2023, fruto do relacionamento da atriz com Jarbas Homem de Mello, porém, mais de três anos depois, ela afirma que ainda precisa explicar que não recorreu à fertilização in vitro para a gestação.
Durante participação no podcast 'Bom Dia, Obvious', Claudia contou que frequentemente encontra pessoas que acreditam que Luca foi concebido por meio de fertilização in vitro (FIV). Segundo a atriz, ela já esclareceu a questão diversas vezes, mas continua sendo questionada.
"As pessoas juram que o meu [bebê] foi [concebido a partir de] FIV", declarou. "[Já expliquei] várias vezes e continuo explicando, igual a Lei Rouanet. É primo da Lei Rouanet. A gente explica e reexplica e não vou cansar de explicar. Por que eu mentiria? Que loucura!", completou.
A discussão sobre a gravidez levou Claudia Raia, também apresentadora de um reality show sobre mães na Netflix, a falar sobre outro aspecto que a incomoda ao longo de sua trajetória artística: as diversas críticas e apontamentos às mulheres.
"Você não sente, como mulher, que sempre tem alguém esperando você escorregar na casca de banana e falar: 'Não falei?' Parece que está todo mundo olhando o momento em que você vai cair, ou vai se fragilizar ou vulnerabilizar. Eu sinto isso o tempo todo e é horrível. É uma perseguição, mesmo", admitiu a atriz, que confessou ter sido alvo de julgamentos por sua liberdade.
"Sempre falei do prazer da mulher, do poder da mulher, da menopausa. Sempre falei de coisas que o patriarcado não gosta. Mulheres inteligentes dão trabalho, eles não gostam. Porque aí vão argumentar, responder... o patriarcado não aceita. Então, sempre fui massacrada por isto: falar com tanta liberdade sobre tudo, sobre a minha vida... e esse é o preço que pago, mas vou continuar pagando, porque vou continuar falando", disse.
Apesar dos questionamentos e das críticas, a atriz afirmou que não pretende deixar de abordar os assuntos que considera importantes: "Não peço desculpas, vou indo. E gosto dessa minha coragem, aproveito dela para reverter para a minha vida também, não só das coisas que falo, mas das que acredito. E vou continuar falando, porque esse é o meu jeito".