Valeu a pena? 7 acertos do remake de 'Vale Tudo' que merecem aplausos e alguns até superam o original de 1988
Publicado em 14 de outubro de 2025 às 18:21
7 pontos positivos do remake de 'Vale Tudo' que marcam a novela para sempre; saiba quais!
Débora Bloch, a Odete Roitman, e Taís Araujo, a Raquel, foram dois acertos da novela 'Vale Tudo' Malu Galli transformou a personagem em uma mulher interessante e multifacetada. A revelação de Leila (Carolina Dieckmmann) sobre nunca ter sentido orgasmo antes de Marco Aurélio (Alexandre Nero) foi ponto positivo de Vale Tudo Cauã Reymond e Ricardo Teodoro formaram a dupla mais divertida da novela. Uma das maiores surpresas foi Débora Bloch como a vilã Odete Roitman, papel que chegou a ser cogitado para Fernanda Torres, que havia negado para se dedicar ao Oscar com o filme ‘Ainda Estou Aqui’.

O remake de ‘Vale Tudo’ chega ao fim nesta sexta-feira (18) com um saldo positivo. O folhetim da Globo conquistou o almejado pico de 30 pontos no capítulo da morte de Odete Roitman, no último dia 6 de outubro, e encerra sua trajetória com frescor, especialmente após o insosso remake de ‘Renascer’ e a esquecível ‘Mania de Você’.

Com alto número de ações de merchandising e boas atuações, a novela conseguiu equilibrar leveza, crítica social e entretenimento. Abaixo, o Purepeople listou os principais pontos positivos da versão escrita por Manuela Dias. 

7 acertos da novela 'Vale Tudo'
Taís Araujo

Taís Araujo brilhou como Raquel Accioly. Determinada, forte e decidida, a atriz evitou transformar a heroína ética e batalhadora em uma caricatura. Sua presença deu credibilidade à história e sustentou o eixo moral da trama. Para muitos, a artista foi melhor que Regina Duarte.  

Débora Bloch

Uma das maiores surpresas foi Débora Bloch como a vilã Odete Roitman, papel que chegou a ser cogitado para Fernanda Torres, que havia negado para se dedicar ao Oscar com o filme ‘Ainda Estou Aqui’. 

Bloch entregou uma vilã debochada, divertida e sedutora. Sua Odete era tão irresistível que, quem não foi para a cama da pegadora é porque não teve competência.

Celina e seus amores

Na primeira versão, Celina (Nathalia Timberg) era apenas a tia submissa aos mandos de Odete. Desta vez, Malu Galli transformou a personagem em uma mulher interessante e multifacetada. 

Mesmo frágil diante da irmã, contribuindo para a derrocada de Raquel, Celina viveu duas relações intensas: uma com o elegante Estéban (Caco Ciocler) e outra com o fogoso Olavo (Ricardo Teodoro). Quem não se divertiu com o famoso “x-tudão”?

Leveza em temas delicados

A autora Manuela Dias conseguiu tratar temas íntimos com naturalidade e sensibilidade. Entre eles, a revelação de Leila (Carolina Dieckmmann) sobre nunca ter sentido orgasmo antes de Marco Aurélio (Alexandre Nero). 

As dificuldades emocionais de Renato (João Vicente de Castro), que não conseguia manter uma relação estável com ninguém, assim como as sessões de terapia de Heleninha (Paolla Oliveira) com a doutora Ana (Arieta Corrêa), recheadas de vulnerabilidade e verdade, emocionaram o público.

César e Olavo: a dupla improvável

Cauã Reymond e Ricardo Teodoro formaram a dupla mais divertida da novela. Diferente da versão de 1988, em que César e Olavo (Carlos Alberto Riccelli e Paulo Reis) eram meros cúmplices, aqui a amizade ganhou contornos de humor, cumplicidade e afeto. As armações dos dois renderam respiros cômicos sem perder a essência da trama.

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A naturalidade de Aldeíde e Consuelo

Duas personagens coadjuvantes roubaram a cena: Consuêlo (Belize Pombal) e Aldeíde (Karine Teles). Consuêlo, inicialmente vista como caricata, mostrou-se uma mulher espirituosa e eficiente, tanto que conquistou o respeito até da temida Odete. 

Já a ‘monocromática’ Aldeíde se destacou pela força e autenticidade: a cena em que enfrenta Marco Aurélio e pede demissão foi aplaudida nas redes sociais.

Alexandre Nero

Como Marco Aurélio, Alexandre Nero uniu cinismo, humor e humanidade. Seu vilão ranzinza e sarcástico revelou um lado sensível ao demonstrar carinho pelo filho e pela sobrinha adotiva. O ator conseguiu equilibrar as múltiplas camadas do personagem sem torná-lo incoerente.

Com uma condução segura e atuações inspiradas, ‘Vale Tudo’ (2025) provou que é possível revisitar um clássico sem trair sua essência, e, ainda assim, dialogar com os dilemas do Brasil atual.

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Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
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