Virgínia Fonseca voltou a chamar atenção nas redes sociais e dessa vez por relatar que as filhas crianças vão passar por cirurgia ainda em 2026. Maria Alice, 4 anos, e Maria Flor, 3, foram diagnosticadas com aumento tanto das amígdalas quanto da adenoide, levando a um ronco ao dormirem.
Esse problema de saúde não é nada raro, muito pelo contrário: é bem comum. Quando crescem de maneira exagerada, esses dois tecidos que atuam na defesa do organismo provocam uma obstrução na garganta e no nariz, explica a otorrinolaringologista Juliana Caixeta.
"Essa obstrução pode levar à respiração oral, com a criança ficando de boca aberta, além de provocar ronco, sono agitado e despertares noturnos. Em alguns casos, isso também interfere nas atividades do dia, deixando a criança mais agitada ou mais sonolenta", detalhou a médica especialista.
Purepeople, mas como eu faço para saber se devo levar as crianças de minha casa ao otorrino? De acordo com a médica a avaliação é necessária quando se constata que a criança respira mais pela boca do que pelo nariz ou através de ambos. E em caso de ronco constante?
Também. "Crianças que roncam à noite por mais de 15 dias devem passar por avaliação, principalmente quando esse ronco não está associado a infecções respiratórias, como gripes ou resfriados", alerta Juliana. A especialista conta que ao se respirar pela boca o organismo precisa fazer um esforço maior.
Assim, a qualidade do sono fica comprometida. E no caso de crianças, a qualidade de vida e a rotina também acabam impactadas. "A longo prazo, a respiração oral pode interferir no desenvolvimento da face e dos dentes", explica a médica.
Por tabela o comportamento da criança tem chance de ser afetado, surgindo um sono em excesso ao longo do dia ou inquietação e agitação. Até alterações do metabolismo podem ser detectadas. "Há pesquisas que associam o ronco a mudanças na secreção de hormônios como leptina, grelina e o hormônio do crescimento, o que pode influenciar o crescimento e o ganho de peso", prossegue Juliana.
No caso de cirurgia, o paciente recebe anestesia geral e o procedimento conta com a ajuda de vídeo e outras tecnologias. Mas o procedimento tradicional, no qual são feitos cortes, é o mais aconselhado. Com tempo de internação curto - em caso de crianças saudáveis -, o pós-operatório pode levar à dor de garganta e sensação de nariz obstruído
"Não é necessário deslocar o queixo para realizar a cirurgia. Além disso, não é imprescindível manter apenas uma dieta fria e líquida. Hoje, é possível liberar alimentos mais consistentes já nos primeiros dias após o procedimento", completa.
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