Dado Dolabella quebrou o silêncio e afirmou ter optado por deixar o MDB, onde seria candidato a deputado federal nas próximas eleições, em outubro. Ator, cantor e filho de famosos (Pepita Rodrigues e Carlos Eduardo Dolabella), o vencedor da primeira edição de "A Fazenda" (2009) possui um vasto histórico de denúncias contra ele envolvendo agressões à namoradas.
A mais recente das acusações partiu de Marcela Tomaszewski no último trimestre do ano passado. Por sua vez, o MDB alegou ter partido da sigla o processo de desfiliação de Dado, em decisão conjunta do seu presidente, Baleia Rossi (SP), e do líder fluminense, Washington Reis.
"Essa é uma vitória de emedebistas, especialmente das mulheres, que haviam se manifestado contrariamente à filiação do referido ator", afirmou o partido. Antes, o MDB Mulher já havia condenado a filiação de Dado pela sua presidente, Kátia Lobo: "Em pleno mês de março, conhecido por ser o 'mês da mulher', receber esse tipo de notícia é algo que revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer passar às mulheres".
Por sua vez, Dado alegou ter sido ele quem se desfiliou do MDB. "Foi contra esse tipo de polarização que eu me posicionei ao deixar o MDB. Justiça não tem partido. E proteger mulheres não pode virar arma ideológica", escreveu no Instagram ao compartilhar notícia do portal do jornalista Luiz Bacci com o seguinte título "Feministas se revoltam com deputado de direita e tudo termina em confusão".
As imagens envolvem Guto Zacarias (deputado estadual), manifestantes feministas, e um ato na Avenida Paulista.
Antes de engatar namoro com Marcela e ser acusado de agressão contra Wanessa Camargo, sua ex, Dado foi condenado em caso de violência doméstica, contra a prima Marina Dolabella, com quem também se relacionou. As agressões teriam ocorrido em um condomínio do Rio de Janeiro.