Frase do dia do filósofo Blaise Pascal, sobre a dificuldade de ficar a sós consigo mesmo: ‘Toda a infelicidade dos homens vem de uma única coisa: não saber permanecer em repouso em um quarto’
Publicado em 18 de setembro de 2026 às 18:02
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Escrita no século XVII, a reflexão permanece atual ao expor como recorremos a distrações constantes para evitar o silêncio e o encontro com os próprios pensamentos
Frase do dia do filósofo Blaise Pascal, sobre a dificuldade de ficar a sós consigo mesmo: ‘Toda a infelicidade dos homens vem de uma única coisa: não saber permanecer em repouso em um quarto’ Muito antes das redes sociais, das notificações e da sensação de que precisamos estar sempre ocupados, Blaise Pascal já refletia sobre a dificuldade humana de permanecer em silêncio na própria companhia O filósofo francês do século XVII acreditava que as pessoas recorriam a todo tipo de distrações para não pensar profundamente sobre si mesmas Para o pensador, quando o ser humano fica em repouso, passa a encarar a própria fragilidade, a possibilidade da doença e da morte e as inquietações que nenhuma conquista externa consegue eliminar Nos dias atuais, ao menor sinal de tédio ou desconforto, procuramos o celular, abrimos um vídeo ou buscamos uma nova tarefa para evitar alguns minutos de silêncio

Muito antes das redes sociais, das notificações e da sensação de que precisamos estar sempre ocupados, Blaise Pascal já refletia sobre a dificuldade humana de permanecer em silêncio na própria companhia.

Matemático, físico, filósofo e teólogo francês do século XVII, ele escreveu:

“Toda a infelicidade dos homens vem de uma única coisa: não saber permanecer em repouso em um quarto”.

A frase integra “Pensamentos”, obra formada por anotações que Pascal produziu nos últimos anos de sua vida, antes de morrer, em 1662.

Os fragmentos foram organizados e publicados postumamente, em 1670. Portanto, a afirmação não foi dita em uma ocasião específica, mas registrada pelo filósofo durante suas reflexões sobre a condição humana e a fé cristã.

O ‘divertimento’ segundo Blaise Pascal

Na passagem, Pascal desenvolve o conceito de “divertimento”, entendido como o conjunto de distrações às quais recorremos para não pensar profundamente sobre nós mesmos. 

Ele cita jogos, conversas, viagens e até guerras como exemplos de ocupações que mantêm a mente em movimento.

Para o pensador, quando o ser humano fica em repouso, passa a encarar a própria fragilidade, a possibilidade da doença e da morte e as inquietações que nenhuma conquista externa consegue eliminar.

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Uma reflexão ainda mais atual

A reflexão não significa que devemos abandonar o trabalho, a convivência ou os momentos de lazer. O alerta está no uso constante dessas atividades como uma forma de fuga.

Séculos depois, a observação parece ainda mais atual: ao menor sinal de tédio ou desconforto, procuramos o celular, abrimos um vídeo ou buscamos uma nova tarefa para evitar alguns minutos de silêncio.

Como levar o ensinamento para a própria vida

Aplicar esse ensinamento à vida pode começar com pequenas pausas sem estímulos. Deixar o telefone longe durante alguns minutos, fazer uma refeição sem a companhia das telas ou simplesmente observar os próprios pensamentos são maneiras de perceber sentimentos que a agitação cotidiana costuma esconder.

Ficar a sós consigo mesmo nem sempre é agradável, mas pode ser necessário para compreender o que realmente nos incomoda, o que desejamos e quais mudanças estamos adiando.

A frase de Pascal nos lembra que preencher todos os espaços vazios não é o mesmo que estar em paz. Às vezes, é justamente quando as distrações cessam que começamos a nos conhecer de verdade.

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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
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Curiosidades Lifestyle Bem-estar