O que significa trabalhar com a mesa desarrumada, segundo a psicologia
Publicado em 1 de dezembro de 2025 às 20:45
Pesquisadores analisam o que a desorganização revela sobre personalidade, bem-estar emocional e estilo de trabalho.
O que significa trabalhar com a mesa desarrumada, segundo a psicologia Psicologia explica o que a mesa desorganizada revela sobre criatividade e produtividade Saiba como a bagunça no escritório pode influenciar foco, ideias e bem-estar emocional Mesa desarrumada: entenda o que estudos psicológicos dizem sobre esse hábito Trabalhar no caos aumenta a criatividade? Pesquisas apontam efeitos e riscos
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O estado da mesa de trabalho - e se ela está impecavelmente organizada ou tomada por papéis, anotações e objetos soltos - pode dizer mais sobre você do que parece! Para alguns, o ambiente caótico denuncia descuido; para outros, funciona como combustível para o raciocínio criativo e para o fluxo de ideias.

Segundo o jornal argentino Clarín, a mesa não é apenas um ponto físico: ela funciona como extensão dos processos mentais e emocionais. Entender o impacto disso sobre produtividade, concentração e saúde mental tem sido foco de pesquisadores! Vamos entender isso!?

Quando o desordem vira ferramenta de trabalho

Uma das vozes citadas pelo veículo é a de David Kirch, cientista cognitivo da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos. Ele conduziu estudos para examinar como o desarranjo pode influenciar a eficiência.

Kirch defende que objetos espalhados podem servir como “pistas contextuais”, ajudando a pessoa a manter o foco e a organizar ideias mesmo em meio ao caos. “O desordenado nem sempre é caótico; muitas vezes, ele tem função e reflete um processo criativo em andamento”, afirma o pesquisador, em declaração reproduzida pelo Clarín.

Kathleen Vohs, psicóloga da Universidade de Minnesota (EUA), aponta para outro efeito: a criatividade. Em um estudo publicado pela American Psychological Association, Vohs constatou que pessoas que operam em ambientes desorganizados tendem a desenvolver soluções mais inovadoras e pensar fora dos padrões.

Ela resume: “As pesquisas mostram que ambientes desordenados estimulam formas de pensar não convencionais e arriscadas, ideais para quem busca inovação”.

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Principais interpretações apontadas pelos especialistas
  • Produtividade estratégica: segundo Kirch, o desarranjo pode ajudar quem lida com tarefas complexas, organizando o raciocínio de forma não linear.
  • Criatividade ampliada: Vohs indica que mesas caóticas podem impulsionar ideias originais.
  • Possível sinal de saúde mental: mudanças bruscas no padrão de organização podem estar ligadas a estresse, ansiedade ou depressão.
  • Preferência pessoal: algumas pessoas funcionam bem em meio ao caos e enxergam nele sua própria lógica interna.
Quando o desarranjo acende alerta sobre saúde mental

O Clarín também ressalta que o desordem não é sempre positiva! Especialistas citados pelo jornal explicam que transformações abruptas na forma de manter o espaço podem indicar instabilidades emocionais, principalmente em quem sempre foi organizado.

Vohs reforça que o ambiente caótico pode afetar a concentração e o bem-estar. Um estudo mencionado pelo National Institute of Mental Health aponta que a falta de organização no espaço pessoal pode gerar sensação de sobrecarga, prejudicando humor e produtividade.

Apesar disso, a reportagem lembra que há quem veja o caos como aliado. O jornal menciona a frase atribuída a Sigmund Freud: “Não limpe a bagunça. Eu sei exatamente onde está cada coisa”. Para algumas pessoas, encontrar o que precisam no meio do suposto descontrole é prova suficiente de que a desorganização funciona como extensão do seu método de trabalho.

Ponto a ponto: impactos citados pelo Clarín
  • Ansiedade e estresse: estudos mostram que ambientes caóticos podem intensificar emoções negativas.
  • Sobrecarga mental: a bagunça pode ser causa ou consequência de demandas excessivas.
  • Estilo pessoal: para muitos, trabalhar no caos não tem conotação negativa - é apenas o modo como operam melhor.

Especialistas citados reforçam: qualquer sinal persistente de sofrimento emocional deve ser avaliado por um profissional de saúde mental.

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