O estado da mesa de trabalho - e se ela está impecavelmente organizada ou tomada por papéis, anotações e objetos soltos - pode dizer mais sobre você do que parece! Para alguns, o ambiente caótico denuncia descuido; para outros, funciona como combustível para o raciocínio criativo e para o fluxo de ideias.
Segundo o jornal argentino Clarín, a mesa não é apenas um ponto físico: ela funciona como extensão dos processos mentais e emocionais. Entender o impacto disso sobre produtividade, concentração e saúde mental tem sido foco de pesquisadores! Vamos entender isso!?
Uma das vozes citadas pelo veículo é a de David Kirch, cientista cognitivo da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos. Ele conduziu estudos para examinar como o desarranjo pode influenciar a eficiência.
Kirch defende que objetos espalhados podem servir como “pistas contextuais”, ajudando a pessoa a manter o foco e a organizar ideias mesmo em meio ao caos. “O desordenado nem sempre é caótico; muitas vezes, ele tem função e reflete um processo criativo em andamento”, afirma o pesquisador, em declaração reproduzida pelo Clarín.
Já Kathleen Vohs, psicóloga da Universidade de Minnesota (EUA), aponta para outro efeito: a criatividade. Em um estudo publicado pela American Psychological Association, Vohs constatou que pessoas que operam em ambientes desorganizados tendem a desenvolver soluções mais inovadoras e pensar fora dos padrões.
Ela resume: “As pesquisas mostram que ambientes desordenados estimulam formas de pensar não convencionais e arriscadas, ideais para quem busca inovação”.
- Produtividade estratégica: segundo Kirch, o desarranjo pode ajudar quem lida com tarefas complexas, organizando o raciocínio de forma não linear.
- Criatividade ampliada: Vohs indica que mesas caóticas podem impulsionar ideias originais.
- Possível sinal de saúde mental: mudanças bruscas no padrão de organização podem estar ligadas a estresse, ansiedade ou depressão.
- Preferência pessoal: algumas pessoas funcionam bem em meio ao caos e enxergam nele sua própria lógica interna.
O Clarín também ressalta que o desordem não é sempre positiva! Especialistas citados pelo jornal explicam que transformações abruptas na forma de manter o espaço podem indicar instabilidades emocionais, principalmente em quem sempre foi organizado.
Vohs reforça que o ambiente caótico pode afetar a concentração e o bem-estar. Um estudo mencionado pelo National Institute of Mental Health aponta que a falta de organização no espaço pessoal pode gerar sensação de sobrecarga, prejudicando humor e produtividade.
Apesar disso, a reportagem lembra que há quem veja o caos como aliado. O jornal menciona a frase atribuída a Sigmund Freud: “Não limpe a bagunça. Eu sei exatamente onde está cada coisa”. Para algumas pessoas, encontrar o que precisam no meio do suposto descontrole é prova suficiente de que a desorganização funciona como extensão do seu método de trabalho.
- Ansiedade e estresse: estudos mostram que ambientes caóticos podem intensificar emoções negativas.
- Sobrecarga mental: a bagunça pode ser causa ou consequência de demandas excessivas.
- Estilo pessoal: para muitos, trabalhar no caos não tem conotação negativa - é apenas o modo como operam melhor.
Especialistas citados reforçam: qualquer sinal persistente de sofrimento emocional deve ser avaliado por um profissional de saúde mental.