A psicologia afirma que as pessoas que guardam as lembranças da infância dos filhos não o fazem apenas por nostalgia, mas porque estão utilizando uma ferramenta para regular o humor
Publicado em 7 de agosto de 2026 às 12:11
Guardar lembranças da infância pode ter um significado muito maior do que parece. Descubra o que a psicologia explica sobre esse hábito comum nas famílias
A psicologia afirma que as pessoas que guardam as lembranças da infância dos filhos não o fazem apenas por nostalgia, mas porque estão utilizando uma ferramenta para regular o humor Guardar desenhos dos filhos tem um significado emocional, segundo a psicologia Psicologia explica por que guardar desenhos e lembranças da infância faz tão bem à memória O motivo pelo qual tantas famílias guardam lembranças da infância pode surpreender Desenhos, boletins e brinquedos antigos: entenda por que eles têm tanto valor afetivo

Você guarda desenhos feitos com giz de cera, boletins antigos, cartões escritos à mão ou pequenas lembranças da infância? Esse hábito é presente em muitas famílias e, embora pareçam objetos simples, eles costumam atravessar décadas dentro de caixas, gavetas e álbuns, preservando memórias que ganham ainda mais valor com o passar dos anos.

Para a psicologia, esse costume vai muito além da organização ou do apego material. Tudo indica que esses itens ajudam a fortalecer vínculos afetivos, despertam lembranças marcantes e até contribuem para a construção da identidade de uma pessoa. Entenda melhor a seguir!

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Objetos simples podem carregar grande valor emocional

Ao longo da vida, fotografias, brinquedos, cartas, cadernos escolares e desenhos infantis costumam se transformar em verdadeiros símbolos da história de uma família. Mesmo objetos pequenos podem despertar lembranças muito específicas, trazendo à tona momentos que pareciam esquecidos.

Segundo diversas pesquisas, reencontrar essas recordações permite reviver emoções positivas e reconstruir experiências importantes que o tempo tende a apagar da memória. Um desenho feito por uma criança, por exemplo, pode imediatamente fazer alguém se lembrar de uma conversa, de uma comemoração ou da rotina daquela época. Fofo, né?

Estudo mostrou quais são os objetos mais valiosos dentro de casa

Em 1981, o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi e o sociólogo Eugene Rochberg-Halton, da Universidade de Chicago, investigaram quais pertences eram considerados mais importantes por diversas famílias.

A pesquisa revelou que os objetos de maior valor quase nunca eram os mais caros ou sofisticados. Em vez disso, fotografias de família, brinquedos antigos, presentes feitos à mão, móveis herdados e produções infantis apareciam com frequência entre os bens classificados como insubstituíveis.

Os pesquisadores concluíram que esses objetos ajudam as pessoas a preservar momentos marcantes da vida e reforçam a sensação de continuidade da própria história, funcionando também como parte da construção da identidade individual.

Como a memória funciona, segundo a psicologia

Os especialistas explicam que a memória não funciona como um arquivo permanente. As lembranças são constantemente reconstruídas a partir de estímulos e associações.

É justamente por isso que um simples desenho ou um velho caderno escolar pode servir como um gatilho para recordar detalhes bastante específicos, como o cheiro de um ambiente, uma conversa em família ou acontecimentos cotidianos que já não eram lembrados conscientemente.

Diversas pesquisas mostram que objetos físicos favorecem a recuperação das chamadas lembranças autobiográficas, ou seja, experiências pessoais carregadas de significado emocional.

Nostalgia pode fazer bem à saúde emocional

Durante muito tempo, a nostalgia foi associada à dificuldade de seguir em frente ou à tristeza provocada pelo passado. Entretanto, pesquisas mais recentes indicam uma visão diferente.

Um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology aponta que a nostalgia pode exercer efeitos positivos sobre o bem-estar emocional e a saúde mental. Uma das equipes responsáveis pelas pesquisas resumiu essa ideia em uma frase que se tornou referência: "A nostalgia é um recurso psicológico, não uma desvantagem."

Sob essa perspectiva, abrir uma caixa com lembranças da infância não significa permanecer preso ao passado, mas estabelecer uma conexão com experiências capazes de proporcionar segurança, pertencimento e conforto emocional.

Guardar lembranças também pode ser uma demonstração de afeto

Com o passar dos anos, esses objetos costumam ganhar um significado ainda mais profundo. Muitos adultos descobrem caixas que seus pais conservaram durante décadas e percebem que elas representam muito mais do que papéis, desenhos ou boletins antigos.

Para a psicologia, essas lembranças funcionam como evidências concretas de cuidado, atenção e carinho dedicados durante a infância. Assim, conservar desenhos, trabalhos escolares e pequenas recordações não significa apenas acumular objetos, mas preservar fragmentos de uma etapa única da história familiar e das relações afetivas.

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Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
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