Ídolo de uma geração e herói do último título do Brasil em Copas do Mundo, em 2002, Ronaldo Fenômeno completa 50 anos nesta sexta-feira (18). Revelado pelo modesto São Cristóvão (RJ), o ex-atacante despontou no Cruzeiro (MG) e teve passagens marcantes pelo futebol internacional, atuando no holandês PSV, no espanhol Barcelona, e no italiano Inter de Milão, erguendo uma série de troféus.
Pai de quatro filhos e par da modelo Celina Locks desde 2015, Ronaldo já passou por um grande momento de superação para brilhar no Mundial da Coreia e do Japão. Isso porque em 1999 passou a enfrentar graves problemas de contusão em um dos joelhos, precisando de duas cirurgias. Na época, a carreira ficou ameaçada de chegar ao fim precocemente - só foi encerrada em 2011, ou seja, nove anos depois.
"Entrarei em campo livre de qualquer problema físico ou psicológico", afirmou em 2 de junho de 2002 ao jornal "O Globo", véspera da estreia da Seleção no Mundial contra a Turquia (2x1). Treinado então por Luiz Felipe Scolari, Ronaldo entregou ajuda fundamental do técnico. "Me incentivou e me apoiou sempre. Sua confiança na minha recuperação era total e claro que isso ajuda a gente a superar as adversidades", prosseguiu.
Um dos momentos mais dramáticos ocorreu em abril de 2000 quando se contorceu de dor em campo por conta do joelho. Sobre a segunda cirurgia, admitiu: "Claro que eu acreditava e achava que ia vencer esses problemas, mas havia momentos em que ficava meio deprimido". "Passei a andar de muletas, depois não precisei mais delas. Veio em seguida a gradativa sensação de melhora com a fisioterapia", acrescentou o ex-jogador do Corinthians.
Na ocasião, relatou que queria marcar muitos gols, ser o artilheiro da Copa 2002 e conquistar o título, o segundo, uma vez que venceu em 1994 (naquele Mundial, sequer saiu do banco de reservas). Conseguiu atingir os três objetivos, fazendo oito gols em sete jogos, incluindo os dois da final. E citou o filho Ronald como o responsável pelo seu empenho em voltar à melhor fase.
"Botei na minha cabeça que uma das razões pelas quais eu tinha que lutar ao máximo pela recuperação total era para ele me ver jogando na seleção brasileira", finalizou.