Depois de 29 anos à frente do “Jornal Nacional”, William Bonner prepara-se para encerrar um dos ciclos mais emblemáticos da história da televisão brasileira! Nesta sexta-feira (31), ele entrega o comando do telejornal a César Tralli, que o substituirá no telejornal daqui em diante. Mas, enquanto o público se despede do rosto mais reconhecível do noticiário da Globo, uma curiosidade antiga volta a ganhar destaque..."William Bonner" não é o nome verdadeiro do jornalista!
Oi!? Como assim? Pois é, minha gente! Poucos sabem, e muitos se surpreendem, ao descobrir que o apresentador se chama, na verdade, William Bonemer Júnior. O sobrenome libanês, Bonemer, é a forma brasileira de Bou Nemr, herança de família. A troca, porém, não teve nada de místico nem publicitário: foi uma decisão prática e pessoal, tomada ainda nos anos 1980, inspirada em seu pai, William Bonemer. Aos detalhes!
Quando ingressou na Globo, o jovem jornalista decidiu mudar o sobrenome para que o público não o confundisse com seu pai, que já era bastante conhecido no meio da saúde. "Na noite em que estrearia na TV Globo, 25 anos atrás, me perguntaram meu nome, para que aparecesse nos créditos, na tela. Lembro que hesitei. Pensei nos aborrecimentos que meu pai viria a ter, por sermos homônimos", contou Bonner em uma edição do "Jornal Nacional" em 2012.
"Ele, médico, não poderia retirar o nome da lista telefônica. Aí, imaginei que melhor seria criar um nome novo, um pseudônimo, para dar paz ao doutor. Na hora, por similaridade sonora, pensei em Bonner. Era parecido com Bonemer, mais curto, fácil de pronunciar e ainda homenagearia Yelena Bonner, ativista dos direitos humanos", explicou, como reportou o portal Terra.
A mudança o acompanhou para sempre. Assim nasceu o nome artístico que se tornaria sinônimo de credibilidade e sobriedade no telejornalismo brasileiro, ao lado de Cid Moreira e Fátima Bernardes, sua parceira profissional e ex-esposa.
Formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Bonner iniciou a carreira como locutor da Rádio USP FM, passou pela Band São Paulo e, em 1986, chegou à TV Globo, onde rapidamente conquistou espaço. Apresentou o SPTV, o Fantástico e o Jornal da Globo, antes de assumir o Jornal Nacional em 1996, tornando-se editor-chefe três anos depois.
Desde então, foram décadas de bastidores intensos, coberturas históricas e noites sem improviso. Bonner escreveu livros, recebeu prêmios e se tornou referência para gerações de jornalistas.