As mães e os pais que sabem controlar suas emoções são mais felizes: o melhor é que isso também contribui para a resiliência dos filhos
Publicado em 29 de junho de 2026 às 12:01
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
A resiliência é uma qualidade que faz parte da inteligência emocional e nos ajuda a enfrentar, superar e nos recuperar dos desafios da vida com coragem
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Mais de duas dezenas de estudos demonstram de forma unânime que níveis mais elevados de resiliência estão relacionados a menos problemas de saúde mental. As crianças resilientes se recuperam melhor (e antes) das decepções, e são menos propensas a sofrer de depressão ou ansiedade. 

É uma qualidade que os pais buscam incutir em seus filhos, mas nem sempre sabem como. Essa resiliência ou "garra emocional", como afirma a Dra. Juli Fraga, psicóloga com duas décadas de experiência, é vital para o desenvolvimento da inteligência emocional delas e, como ela explicava na CNBC, “as crianças com garra emocional têm uma coisa em comum: pais que sabem como manejar suas próprias emoções”. Eles conseguem isso fazendo três coisas.

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1. Observam e valorizam todas as suas emoções

Um pai resiliente sabe que não é bom ignorar as emoções nem reprimi-las. As emoções não são algo de que se envergonhar ou que tenhamos que esconder. Não são um incômodo, nem mesmo as emoções mal chamadas de negativas. 

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Todas são mensageiras biológicas que nos dizem do que precisamos e que nos servem de guia da mesma forma que a fome ou a sede fariam: elas nos ajudam a sobreviver.

No entanto, se elas nos fazem sentir desconfortáveis, corremos o risco de enterrá-las, e a melhor forma de evitar isso é observar o que sentimos e nomear essas emoções uma por uma. Podemos fazer isso em voz alta (“Agora mesmo estou sentindo…”) ou escrevendo-as em um diário emocional. Quando conseguimos nomear nossas emoções, a primeira coisa que acontece é que validamos o que estamos vivendo e podemos tomar medidas para nos sentirmos melhor. Por exemplo, quando sinto ansiedade e a identifico, o que faço é sair para dar uma caminhada.

“Quando os pais enfrentam seus próprios sentimentos, as crianças aprendem que as emoções fazem parte da vida diária e que são tão valiosas para a nossa saúde quanto o sono e o exercício”, explica Fraga.

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Neste ponto é importante entender que, como dizíamos, as emoções não são ruins nem boas, apesar de algumas terem uma fama melhor que outras, e é menos provável que os pais julguem as emoções de seus filhos quando não julgam as suas próprias. Sentir nos torna humanos e as emoções são necessárias, embora devamos aprender a regulá-las. Como afirma a psicóloga Mónica Durazo em uma TED Talk, “As emoções falam conosco, é preciso escutá-las”.

2. São capazes de regular suas próprias emoções

Se pensarmos que, em nível psicológico, as emoções são contagiosas, a maneira de mitigar o efeito que isso possa ter sobre nossos filhos é aprender a regulá-las. Isso não significa que não as sintamos. Precisamos ter soberania emocional para processá-las, digeri-las e regulá-las, e aprender a acalmar nossas emoções mais potentes é uma forma de fazer isso.

Segundo Fraga, dominar as emoções começa por se conectar com o seu corpo e, para isso, podemos fazer um exercício de respiração coerente, que consiste em inalar lentamente contando até cinco e exalar lentamente contando novamente até cinco, repetindo o processo durante dois minutos. 

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Esta técnica relaxante ajuda a acalmar o sistema nervoso e, com isso, a aliviar as emoções intensas.

3. Praticam a autorreflexão

Os pais que conseguem refletir sobre suas próprias emoções ensinam seus filhos a fazer o mesmo. A especialista afirma que “nossas vidas emocionais são informadas pelo presente, mas moldadas pelo passado”. Ou seja, a forma como nossos pais lidaram com os nossos sentimentos influencia diretamente a maneira como gerenciamos as emoções na idade adulta. 

Fraga dá um exemplo: “se a nossa angústia foi ignorada ou envergonhada repetidamente, aprendemos a evitar certas emoções ou a nos criticar por senti-las”. Quando praticamos a autorreflexão, ficamos mais conscientes das emoções de nossos filhos e evitamos repetir padrões que possam prejudicar a resiliência deles.

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