Nesta quinta-feira (12), o "Big Brother Brasil 26" completa exato 1 mês de exibição na TV Globo, com muito barraco, expulsões e clima tenso (explicado até por especialista!) no ar! Com um elenco espetacular, finalmente disposto a jogar de cabeça - ninguém nem lembra do ano passado, convenhamos! - e um engajamento absurdo nas redes sociais, a temporada tem um saldo positivo poderoso. Contudo, o lado negativo também existe!
E é nessa história que o Purepeople Brasil entra! Como já fizemos outras vezes, o colunista que vos escreve selecionou 5 acertos e 5 erros do "BBB" desde a estreia até hoje... pontos que fazem o programa render para o bem e para o mal. Vamos aos detalhes?
Com anônimos, o "BBB" já é bom. Por vezes, excelente - como na era raiz do game! Mas, desde 2020, com os Camarotes, o jogo tomou um novo rumo… ainda mais delicioso. Nomes conhecidos do público toparam o desafio de se jogar no confinamento, enfrentando cancelamentos, limpezas de imagem e muita polêmica! Só que, com tanto medo de cancelamento e receio dos espectadores, apenas o combo pipocas + camarotes já não estava funcionando tão bem…
Em 2026, então, a produção decidiu chamar nomes icônicos que protagonizaram grandes momentos no "BBB" desde o início para voltar com sangue nos olhos! O que melhor do que um veterano para conhecer exatamente as artimanhas do game? Diferentemente dos camarotes, eles não têm medo de se comprometer; e, ao contrário dos pipocas, têm mais bagagem para se posicionar e se desafiar. Acertaram em cheio!
A MRV estreou sua parceria com o "BBB" no "BBB 25", reformulando o Quarto do Líder, que passou a se chamar "Apê do Líder", e distribuindo apartamentos como prêmios para participantes vencedores de lideranças. Foram 11 imóveis ao longo da temporada! Neste ano, a dinâmica mudou e deixou o jogo muito mais competitivo.
Agora, os líderes têm a chance de conquistar um dos 10 apartamentos da MRV&CO, avaliados em R$ 270 mil cada, desde que cumpram três etapas: tornar-se Líder, realizar a respectiva Festa do Líder e chegar ao Top 10 da edição, segundo regras explicadas por Gil do Vigor. Ou seja: não há espaço para corpo mole! Não adianta só ser Líder, é preciso ir longe no jogo.
Os quadros de humor sempre dividiram opiniões nas redes sociais. Porém, ao que parece, em 2026, os elogios superam (e muito) as críticas! Rafael Portugal e Rodrigo Sant’Anna parecem ter encontrado o tom, junto, claro, com a ajudinha dos roteiristas do programa. Além disso, o quadro "Fanfic BBB" tem entregado momentos hilários, surfando em memes atuais e com timing impecável para a comédia.
Se tem "BBB", tem reclamação (ou elogio!) do público. A verdade é que é o povão de casa que manda e desmanda no reality, mas nos últimos anos essa força pareceu um pouco abafada.
No "BBB 26", com Rodrigo Dourado no comando, a sensação é de que os internautas têm mais voz do que nunca. Um exemplo claro é a retirada do "Na Mira do Líder".
A dinâmica, considerada por muitos como "anti-jogo", obrigava o Líder a escolher cinco nomes para uma espécie de pré-berlinda antes do Paredão. Com isso, ele ficava “preso” por 24 horas - se algo acontecesse e mudasse sua percepção, nada poderia ser feito. Depois de a galera “macetar” a atividade quando Cowboy assumiu a liderança, tudo indica que a dinâmica teve fim definitivo.
Existe motivo maior para brigar em um programa de convivência do que dinheiro? Por R$ 1 milhão, R$ 1,5 milhão, até vai… mas por mais de R$ 5 milhões, meus amores, o comprometimento é outro! Com esse valor robusto, os brothers ficam ainda mais motivados (a maioria, pelo menos) e dispostos a quase tudo pelo din-din.
Certo… depois dos elogios, vêm as críticas. A seguir, a parte que o Big Boss talvez não goste tanto de ler:
Sabemos que são os parceiros comerciais que viabilizam um programa do porte do "BBB", mas tudo tem limite. No X (antigo Twitter), muita gente reclama que a edição ao vivo parece mais preocupada em exibir jingles irritantes de marcas e dinâmicas patrocinadas do que, de fato, as brigas e polêmicas que movimentam o pay-per-view ao longo do dia.
É inadmissível, por exemplo, que em uma quarta-feira - quando o programa vai ao ar após o futebol, quase à meia-noite, com pouco mais de 20 minutos de duração - ainda haja espaço para longos momentos publicitários. Até o Big Fone já tocou “de graça” apenas para fazer merchandising! O jogo é sobre alianças e estratégias... não sobre quem paga mais. Fica a dica.
Sejamos francos, quem está movimentando o "BBB 26" são os nomes já conhecidos do público. Os anônimos, em sua maioria, não se destacaram.
Com exceção de Milena, Boneco e Chaiany, que estão entregando tudo, o restante decepcionou e muito. Matheus e Brígido (já eliminados), Samira, que só chora, além de Marciele, Maxiane e Jordana… aliás, essas ainda estão na casa?
Voltando ao início da temporada, as Casas de Vidro foram o pontapé inicial. O público votou para decidir quem entraria no jogo e, com isso, alguns nomes potencialmente interessantes ficaram de fora: Ricardinho, Rikardo e Rafaella.
Para piorar, foi dali que saiu Pedro Henrique, posteriormente desclassificado por assédio. O povo errou feio!
Embora o Sincerão (que infelizmente substituiu o Jogo da Discórdia) tenha seus defeitos, ele cumpre o papel de movimentar os participantes. Por outro lado, há atividades que simplesmente não fazem sentido. Vamos citar apenas uma - com carinho e ironia, Globo! -: o "Ganha-Ganha", em que o participante escolhe entre receber dinheiro ou uma suposta informação privilegiada (que raramente é tão privilegiada assim).
O brother ou sister pode receber a informação + R$ 10 mil ou abrir mão de tudo para ficar com R$ 20 mil. O problema é que a “grande revelação” quase sempre termina em anticlímax. Na última vez, Gabriela descobriu que, conforme os participantes avançam no jogo, os prêmios aumentam. Sério. Para que exatamente serve essa informação?
Todos adoramos Tadeu Schmidt. O jornalista é simpático, competente e inteligente, mas - humilde opinião - talvez ainda não tenha encontrado o tom ideal para o "BBB". E parte do público, a julgar pelos comentários na web, concorda.
Diferentemente de Pedro Bial, que trazia discursos enigmáticos e um ar quase literário ao programa, e de Tiago Leifert, que imprimiu uma pegada esportiva à competição, Tadeu parece oscilar.
Suas broncas não soam tão incisivas; em alguns momentos, ele parece hesitar diante de determinados VTs. E isso, inevitavelmente, pesa na percepção do público. Ana Clara Lima, cria do "BBB", por exemplo, brilhou muito mais no comando do "Estrela da Casa". Não basta carisma, é preciso jogo de cintura afiadíssimo!
Ninguém quer ver agressão em rede nacional, claro. Se ultrapassar limites, é necessário agir, especialmente em uma emissora do porte da TV Globo. No entanto, até para punir, é fundamental estabelecer critérios claros para que o jogo não pareça incoerente. No X, muitos internautas questionaram as expulsões de Paulo André e Sol Vega, alegando que, em edições anteriores, situações semelhantes (ou até mais graves) não resultaram em desclassificação.
Um exemplo frequentemente citado é o esbarrão de Bianca Andrade em Rafa Kalimann na primeira festa do "BBB 20", que não gerou punição. Na ocasião, Rafa foi questionada pela produção se se sentia ofendida e negou - situação semelhante ao caso de Sol e Ana Paula neste ano. Por que, então, ninguém perguntou formalmente a Ana, que fez questão de afirmar que não se sentia agredida e que não reclamaria no confessionário?
Há quem diga que, desde o "BBB 24", quando Wanessa Camargo foi expulsa por dar um tapa nos pés de Davi Brito, a régua mudou. “Agora, qualquer movimento físico um pouco mais intenso vira motivo para expulsão”, criticou um internauta. E aí? A régua ficou mais justa ou mais confusa?