Angela Ro Ro morreu nesta segunda-feira (08), aos 75 anos, após sofrer uma parada cardíaca. Quase ninguém lembra, mas, em 1998, a cantora passou por outra experiência que quase lhe tirou a vida.
A informação foi revelada por Angela em uma entrevista à Folha de São Paulo em junho de 1999. "No ano passado, por causa de um choque anafilático, quase morri. Tomei complexo vitamínico na veia”, contou a artista.
Conhecida pelo humor escrachado, ela fez piada com a causa da quase-morte. “Já imaginou: ‘Angela Ro Ro morre por vitamina na veia’. Puta, eu ia morrer de vergonha”, brincou.
Na época, Angela vivia um momento conturbado após a morte da mãe e outros problemas pessoais. Ela definiu o período como “férias no inferno”. Mesmo assim, lançou um show em comemoração aos 20 anos de carreira. A lenda também celebrava uma fase de sobriedade, longe de álcool e cigarro.
"Não aguentava mais. Para de brincadeira. As pessoas me deram muitas feridas, mas a vida me deu oportunidades tão grandes para cicatrizá-las que eu não vou cuspir na cara da vida agora."
Angela morreu após quase três meses de internação. Ela deu entrada no hospital por conta de um tratamento contra uma infecção no pulmão. A artista passou por uma traqueostomia e chegou a investigar um câncer. Com a agenda de shows suspensa, a estrela pediu doações de fãs nas redes sociais.
Em comunicado divulgado à imprensa, o advogado de Angela, Carlos Eduardo Campista de Lyrio, afirma que a cantora faleceu após contrair uma infecção no Hospital Adventista Silvestre, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro.
"Sobre a causa da morte, a cantora contraiu uma outra bactéria na UTI onde estava, já que ela não estava totalmente isolada dos demais doentes", afirma o advogado.
Autointitulada “lésbica diamante”, Angela foi pioneira na música brasileira por falar abertamente sobre sua sexualidade e retratá-las em suas canções. Ousada, misturou MPB, blues e jazz e, com sua voz rouca inconfundível, emplacou hits como “Amor Meu Grande Amor” e “Tola Foi Você”.