Jorge Lobo, treinador: 'A partir dos 60 anos, o erro mais comum é concentrar-se apenas em exercícios abdominais ou cardio. Caminhar em ritmo acelerado entre 30 e 45 minutos por dia é um dos melhores aliados'
Publicado em 27 de maio de 2026 às 09:16
Por Clara Espíndola | Colaborador
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Com o passar dos anos, especialmente a partir dos 60, o corpo muda e a gordura abdominal tende a se acumular com mais facilidade; e é assim que se pode melhorar
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A partir dos 60 anos, o corpo muda e há áreas que começam a se transformar, especialmente no que diz respeito ao acúmulo de gordura na barriga. 

Muitas mulheres percebem que manter a barriga lisa fica cada vez mais difícil, mesmo mantendo hábitos saudáveis. Conforme explica o personal trainer Jorge Lobo, fundador e gerente da Piko Studios, nesta entrevista: “com o passar dos anos, e especialmente a partir dos 60, muitas mulheres percebem que a gordura se acumula com mais facilidade na parte inferior do abdômen”.

O especialista insiste que não se trata de uma questão de esforço ou disciplina, mas de um processo fisiológico completamente normal. “É uma combinação de mudanças hormonais, perda de massa muscular e um metabolismo que fica mais lento”, esclarece. 

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Por isso, soluções rápidas ou rotinas extremas não são a resposta nesta fase; a chave está em adaptar o treino e os hábitos.

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A força, o verdadeiro motor para ativar o metabolismo

Durante anos, o cardio foi o rei dos treinos, sobretudo para as mulheres, mas hoje em dia os especialistas dão especial importância ao exercício de força. Jorge Lobo explica que “o erro mais comum é concentrar-se apenas em abdominais ou cardio”, afirma, e diz que a partir dos 60 anos, o objetivo deve ser conservar e fortalecer a massa muscular.

E, como lembra o treinador, “nessa idade, o segredo está em ganhar e manter massa muscular, pois é o músculo que mantém o metabolismo ativo”. E, como afirmam muitos especialistas, os exercícios básicos e constantes são a chave para o ganho de massa muscular. 

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“Agachamentos, pontes glúteas, exercícios para braços e costas” ajudam a ativar o corpo de forma global, e além disso esse tipo de treino favorece a redução da gordura corporal em geral, “incluindo a da parte inferior do abdômen, mesmo que essa zona não seja trabalhada diretamente”, afirma o especialista, e a explicação está no fato de que, ao fortalecer grandes grupos musculares, o organismo consome mais energia mesmo quando está em repouso.

Caminhar sim, mas não de qualquer jeito

Além do treino, manter-se ativa todos os dias também é fundamental. Para Jorge Lobo, “caminhar é um dos melhores aliados a partir dos 60”, embora ele alerte que não basta dar passeios relaxados, mas sim caminhar em bom ritmo “movendo os braços e mantendo uma postura ereta”. 

Essa pequena mudança na forma de caminhar pode transformar um passeio diário em uma atividade muito mais eficaz para ativar o metabolismo e, consequentemente, reduzir também a gordura abdominal.

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Mas qual seria o tempo recomendado para que esse exercício seja eficaz? “Entre 30 e 45 minutos por dia ajudam a melhorar a circulação, reduzir a gordura visceral e facilitar a digestão”, afirma Lobo.

O abdômen profundo e a importância de descansar bem

Em vez de recorrer aos abdominais clássicos, o treinador aposta no trabalho da musculatura profunda do abdômen, muito mais importante para tonificar a região do core sem sobrecarregar as costas. 

“Mais do que fazer muitos abdominais clássicos, convém ativar o abdômen profundo, que atua como um cinto natural”, por isso os exercícios suaves e controlados são os mais recomendados. “A respiração consciente, a prancha apoiada ou movimentos lentos ajudam a ‘recolher’ a parte inferior da barriga e melhorar o tônus sem prejudicar as costas”, aconselha.

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Mas atenção, pois o exercício, embora seja muito importante, não é tudo. O descanso e o controle do estresse também influenciam diretamente no acúmulo de gordura abdominal, além, é claro, da alimentação. “Dormir mal ou viver com estresse constante favorece o acúmulo de gordura abdominal”, alerta Lobo.

O motivo é que, se não controlarmos isso, o cortisol, o hormônio do estresse, dispara, o que tem um impacto maior do que imaginamos, pois coloca o organismo em “modo de alerta”. Nessa situação, o corpo interpreta que precisa reservar energia e tende a armazenar mais gordura, especialmente na região abdominal. 

Além disso, isso também influencia outros fatores, como:

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  • Aumenta o apetite, principalmente a vontade de comer alimentos ricos em açúcar e gordura.
  • Favorece os picos de glicose e insulina.
  • Pode fazer com que percamos massa muscular, o que significa um metabolismo mais lento.
  • E piora o descanso; dormir mal também altera os hormônios que regulam a fome e a saciedade.

Nesta fase, é essencial, portanto, cuidar do descanso e “dormir bem, respirar fundo e desacelerar quando o corpo pede isso faz parte do processo para reduzir o volume na parte inferior do abdômen”, afirma.

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