A idade avançada é apenas um detalhe quando pensamos em superidosos que mantém a prática de exercícios físicos e seguem em atividade profissional mesmo com o passar de décadas. Um exemplo dessa superação de pessoas centenárias foi Fauja Singh, indiano que morreu aos 114 anos ao ser atropelado em estrada aos 114 anos em 14 de julho de 2025.
O maratonista alcançou um recorde que só não foi parar no Guinness Book por falta da certidão de nascimento - alegava ter nascido em 1º de abril de 1911, filho de dona de casa e de um agricultor. Em outubro de 2011, o atleta conhecido como "Tornado de Turbante" se tornou o primeiro centenário a completar uma maratona (de 42km), segundo a imprensa internacional.
E se você pensa que a paixão pela corrida foi desenvolvida lá na infância, adolescência ou no começo da vida adulta se enganou. Fauja passou a correr aos 89 anos e disputou sua primeira maratona no ano de 2000 em Londres (Inglaterra), que conclui em quase 7 horas.
O na época quase nonagenário alegou que se inspirou ao ver corridas pela TV e definiu o hábito de correr como um ato espiritual. "É tudo por causa de Waheguru (Deus maravilhoso)", respondeu ao ser questionado a fonte de tamanha disposição.
A história de superação ganha contornos ainda mais impressionantes pois na infância era bastante frágil e até os cinco anos tinha dificuldade para andar.
Pai de seis filhos, frutos do casamento com Gian Kaur, morta em 1992, avô de 14 netos e bisavô de 14 bisnetos, Fauja surpreendeu os organizadores da maratona de Toronto (Canadá) em 2003 ao concluir a prova em quase seis horas (5h40 para ser exato). Quase dez anos mais tarde, em 2012, mantinha uma rotina com alongamentos, caminhadas e leves trotes.
"Você não para de fazer isso só porque atingiu uma certa idade", ensinou o maratonista então com 101 anos. Outro segredo poderia estar na dieta à base de vegetais frescos e frutas. Arroz, grãos integrais e lentilhas também faziam parte do cardápio.
Açúcar, alimentos processados, álcool e tabagismo? Nem pensar. Para Fauja, a saúde física e a mental eram alimentados de forma saudável e natural. Já em 2015, fez uma reflexão a respeito das grandes corridas.
"As primeiras 20 milhas de uma maratona não são difíceis. As últimas seis milhas... eu as corro conversando com Deus", explicou o indiano, que retornou ao país-natal em 2019 pouco antes da pandemia da Covid19 e sem jamais retornar à Grã-Bretanha.