Gretchen Rubin, especialista em felicidade, sobre como tornar nossos filhos mais felizes: 'Um aspecto frustrante da felicidade é que não podemos obrigar as pessoas a mudar'
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 13:04
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Quando as crianças crescem felizes, seus relacionamentos são muito melhores no futuro e elas têm mais chances de sucesso
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Gretchen Rubin estudou Direito na Universidade de Yale. Ela chegou a trabalhar como assistente jurídica de Sandra Day O’Connor, juíza da Suprema Corte e a primeira mulher magistrada da Suprema Corte dos Estados Unidos, mas decidiu dar uma reviravolta na vida. 

Em seu tempo livre, ela pesquisava e escrevia sobre temas que a fascinavam pessoalmente, como a felicidade, até que percebeu que era exatamente a isso que queria se dedicar: estudar a felicidade.

Hoje, ela é pesquisadora, especialista em felicidade e uma das mais influentes do mundo. Apresenta o famoso podcast ‘Happier with Gretchen Rubin’ e seus livros, como ‘Projeto Felicidade’, já foram traduzidos para mais de 30 idiomas. De advogada, ela se tornou uma referência em hábitos e felicidade, e escreveu para a CNBC sobre as três melhores lições para criar filhos felizes e bem-sucedidos. Confira a seguir:

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Costumamos pensar que felicidade e psicologia positiva andam de mãos dadas, e que a segunda significa que devemos estar sempre "bem" e que, para nossos filhos serem felizes, precisamos tentar animá-los a qualquer custo. 

Tentar alegrá-los é válido, mas não é a solução mágica e definitiva que imaginamos. Segundo Rubin, “fazemos as pessoas mais felizes ao reconhecer que elas não estão felizes”, ou seja, usamos a inteligência emocional para reconhecer o mal-estar do outro e, assim, validar seus sentimentos.

As emoções funcionam como um guia que nos ajuda a entender do que precisamos em cada momento. Todas elas têm uma função — inclusive as chamadas "emoções negativas" —, e é fundamental que uma criança aprenda a lidar com sentimentos desagradáveis, processo no qual a validação emocional é essencial. 

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Em vez de insistir para que a criança veja o lado bom das coisas ou tentar animá-la a todo instante — o que a especialista considera "inútil" —, é muito mais eficaz fazer com que ela se sinta ouvida e acolhida. Trocar frases como “não é para tanto” por “entendo que isso seja difícil para você” ajuda a criança a identificar a emoção e a lidar com ela.

Demonstre seu amor por meio da aceitação

Rubin afirma que “o amor é incondicional e exigente. Ele aceita você como você é e espera o seu melhor”. Em outras palavras, fazer com que o filho se sinta aceito do jeito que ele é representa uma demonstração real de amor, muito diferente de tentar moldá-lo ao ideal que você projetou para ele.

A pedagoga Eva Bach destaca em seu livro "La belleza de sentir" que é preciso mudar a postura de “eu te amo pelo que você vale, faz e conquista” para “você tem seu valor, mas eu não te amo pelas suas conquistas ou pelo que faz; eu te amo simplesmente por quem você é e, mesmo que quebre meus padrões e expectativas, continuarei te amando”. 

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O amor pelo seu filho não aumenta porque ele tirou uma nota 10 em matemática. Pensando no futuro, valorizar e reconhecer o esforço em vez do resultado isolado sempre trará melhores impactos para a motivação e a autoestima dele.

Quando você é gentil consigo mesmo, torna-se um pai ou mãe melhor

Pais que se cobram em excesso enfrentam índices mais altos de esgotamento, e ser um bom pai ou mãe não significa alcançar a perfeição. Quando praticamos a autocompaixão e mudamos a forma como nos tratamos e nos cobramos, “nossos relacionamentos mudam”, garante Rubin. 

“Um aspecto frustrante da felicidade é que não podemos obrigar ninguém a mudar”, afirma ela; no entanto, quando nós mudamos, nossos filhos também reagem a essa mudança. Rubin relata, por experiência própria, que dormir mais para ficar menos irritada, manter a calma e preservar o bom humor fez com que as próprias filhas ficassem “mais tranquilas e alegres”. 

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Ou seja: ao cuidarmos de nós mesmos, cuidamos melhor de quem amamos.

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