Se depender da Globo, Galvão Bueno vai voltar para a emissora em 2027 e participar da cobertura da Copa do Mundo 2030 após o narrador se despedir das transmissões do Mundial em 2022 e 2026. Hoje no SBT, o locutor esportivo deixou pela segunda vez a rede carioca há quatro anos - na primeira metade da década de 1990, Galvão teve passagem conturbada pela extinta OMTV.
Há uma semana, a Globo decidiu agir de forma intensa na chamada "última cartada" para repatriar o narrador, que deve receber a proposta daqui a uns dias. A ideia da emissora é oferecer um contrato válido por cinco anos - ou seja, de 2027 a 2031 - e que supera o R$ 1 milhão - o grupo quer oferecer quase o triplo para Celso Portiolli.
Galvão integraria o time da Copa do Mundo centenária a ser disputada em Portugal, Marrocos, Paraguai, Uruguai, Argentina e Espanha - os dois últimos campeões. Na Globo, o locutor teria direito a um programa semanal, a exemplo do que já teve na OMTV, Sportv e que tem no SBT, o "Galvão Futebol Clube", diz o colunista Alessandro Lo-Bianco.
Mas não é só isso. Nos bastidores da Globo a avaliação é que a aposentadoria de Galvão, 76 anos, não virá tão cedo, uma vez que o trabalho para ele hoje seria um grande gás. Daí a estratégia para lutar pelo retorno do profissional que narrou as conquistas do Brasil nas Copas de 94 e 2002, a morte de Ayrton Senna (em 1994), fora decisões de torneios nacionais e internacionais, lutas de MMA, e a cobertura da tragédia com o voo da Chapecoense (2016).
Galvão se quiser poderia narrar as corridas de Fórmula 1 entre 2027 e 2029 - a mais importante modalidade do automobilismo voltou à Globo esse ano, contudo sem transmitir todas as etapas do "circo". E um possível retorno pode ser anunciado no Upfront 2027, este é o desejo do canal.
Se você acha que acabou, errado. Segundo maior vencedor do Troféu Imprensa na categoria - perde só para Luciano do Valle -, Galvão pode vir a narrar ainda em 2026 alguns jogos do Campeonato Brasileiro. E outro ponto chama atenção.
No ano que vem acontece no Brasil a Copa do Mundo Feminina. E Galvão mantém empresa que negocia os direitos de transmissão de eventos esportivos.