A mansão do terror de Julio Iglesias: duas ex-funcionárias acusam o famoso cantor de abuso sexual; 'Ele fazia o que queria conosco', afirmam a jornal espanhol
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 12:43
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Os abusos teriam ocorrido em 2021. As jovens, de pouco mais de 20 anos, eram estrangeiras e dependiam financeiramente do emprego.
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[ALERTA: o texto a seguir traz relatos sensíveis sobre violência e abuso sexual]

O cantor Julio Iglesias é acusado de violência sexual por duas ex-funcionárias que trabalhavam para ele em suas mansões na República Dominicana e nas Bahamas. Os relatos chocantes vieram à tona em uma investigação publicada pela Univision, em parceria com o portal espanhol elDiario.es.

Os abusos teriam ocorrido em 2021. As jovens, de pouco mais de 20 anos, eram estrangeiras e dependiam financeiramente do emprego. Elas foram apresentadas na reportagem com os pseudônimos Rebeca e Laura.

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Nos primeiros dias após a contratação como empregada doméstica, Rebeca teria ouvido que tem “uma bunda muito bonita”. Semanas depois, ela teria sido pressionada por Julio a participar de um encontro sexual com ele e uma das empregadas domésticas. A funcionária afirma que, depois disso, os abusos sexuais foram contínuos, mesmo diante de recusas.

“Ele colocava os dedos em mim em todos os lugares”, diz Receba. "Às vezes, ficávamos quase uma hora juntos e ele nem chegava a ejacular. E eu dizia: 'Meu Deus, quando isso vai acabar?'". 

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Laura foi contratada como fisioterapeuta. Ela aponta que Julio tocou seus seios e forçou um beijo sem consentimento. Ela também teria sido abusada pelo cantor juntamente com o empresário. "Ele achava que tinha o poder de me agarrar e apertar, e eu dizia para ele não fazer isso”, descreve a jovem.

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Laura relata que a pressão psicológica era tão frequente que pensou em tirar a própria vida. "Meu Deus, preciso me matar para sair desta casa", descreve.

As vítimas também relatam terem sido submetidas a exames ginecológicos e testes de infecções sexualmente transmissíveis, entre elas, HIV, sem qualquer justificativa relacionada ao trabalho.

Além dos abusos, elas relatam que viviam em um ambiente de hierarquia rígida e eram proibidas de saírem sozinhas ou receberem visitas. Rebeca apelidou o imóvel de “A casa do Terror”.

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"Era assim que tudo funcionava na casa. Ele impunha tudo. Não fazia perguntas. Não éramos ninguém para ele. Ele fazia o que queria conosco”, denuncia Rebeca.

Questionadas sobre por que não denunciaram antes, elas relatam terem sido intimidadas por Julio. "Se vocês disserem alguma coisa sobre mim, ninguém vai acreditar em vocês. Porque vocês não têm provas de nada aqui, nesta casa”, teria dito o artista. 

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