De ritmo ágil ao foco em atores pretos: 6 maiores diferenças gritantes entre a 'Dona Beja' de hoje e a versão de 40 anos atrás; lista merece atenção de todo fã de novelas
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 16:33
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
'Dona Beja' de 2026 já é um sucesso; veja as principais diferenças da novela com a versão de 1986
Veja + após o anúncio

A releitura de 'Dona Beja', que estreou em 2 de fevereiro, está dando o que falar. Pode-se dizer que a HBO MAX merece elogiospela impecável produção, assim como entregou uma novela de sucesso como 'Beleza Fatal', em 2025. 

Readaptar uma releitura, quarenta anos depois da original, é um desafio por diversos motivos. 

Não somente pela atuação marcante de Maitê Proença, mas a novela da extinta Manchete foi marcada por outro momento, que, devido as mudanças políticas e culturais no Brasil, como, questões ligadas a poder, sexualidade, raça, precisaram de reajustes. 

Veja + após o anúncio

A seguir, o Purepeople lista seis mudanças radicais que diferenciam a produção atual do clássico e ajudam a explicar por que 'Dona Beja' voltou ao centro das conversas. Confira!

1. Empoderamento feminino

É visível identificar já nos primeiros instantes o poder das mulheres na obra atual. Seja as cortesãs, seja as conversadoras, elas, independente dos seus objetivos, se unem para se defneder o machismo exagerado. Entre minhas cenas preferidas até  agora, destaca-se quando Josefa (Thalma de Freitas) aponta uma arma contra um homem, e honrando sua dignidade. 

2. Nudez e erotismo 

Assim como muitas obras artísticas dos anos 1980, especialmente aquelas ambientadas no período da escravidão, 'Dona Beja' (1986) tratava a nudez e o erotismo a partir de um olhar essencialmente sexualizado, no qual o corpo feminino era frequentemente reduzido a objeto de desejo, dor e dominação. 

Veja + após o anúncio

Já a versão de 2026 propõe um deslocamento importante: a nudez permanece presente, mas assume um caráter artístico e narrativo, carregado de sensualidade e significado. 

Em vez de servir apenas ao olhar masculino, o corpo da mulher passa a ocupar o centro da narrativa como expressão de poder, identidade e escolha, transformando o erotismo em linguagem e não mais em exploração.

3. Elenco majoritariamente diverso

A nova adaptação de 'Dona Beja' traz dois atores pretos como protagonistas da história: David Jr. e André Luiz Miranda. Em 1986, dois atores brancos encarnavam os amores de Beja: Gracindo Jr. (Antônio Sampaio) e Marcelo Picchi (João Carneiro). 

Veja + após o anúncio

Além disso, outros atores pretos ganham destaque, assim, como diversidade de gênero, como Pedro Fasanaro, ator não-binário, que interpreta Severina, mulher trans. 

Veja também
'Dona Beja', da HBO Max, vale a pena? Nova novela tem 5 acertos impecáveis e 1 erro pontual difícil de engolir que está longe da atuação de Grazi Massafera
4. Ritmo rápido

As novelas feitas no streaming têm conquistado o público por sua qualidade técnica, mas, o ritmo rápido condensado em poucos capítulos ajudam no processo. A novela da Manchete tinha 89 capítulos, enquanto a nova produção será exibida em 40 capítulos. 

5. Contexto histórico

Em 1986, 'Dona Beja' buscava entreter com o escândalo e a sensualidade para gerar audiência na Manchete, enquanto a releitura de 2026 foca na força da personagem principal e de pessoas ligadas à ela. 

Veja + após o anúncio
6. Vilã humanizada

Enquanto Ana Angélica (Bia Seidl) era uma verdadeira vilã, com camadas intensas de crueldades, a Angélica, de Bianca Bin, é mais humana. Embora cruel, a personagem é mais reprimida diante das convenções sociais da época. 

Sobre
Últimas Notícias
Últimas Notícias
Tendências
Todos os famosos
Top notícias da semana