Os exercícios mais recomendados pelos especialistas para combater a osteoartrite: O movimento melhora sua qualidade de vida
Publicado em 2 de junho de 2026 às 18:01
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Escolher o exercício adequado e combater o sedentarismo pode ser fundamental para manter as articulações em melhor forma por mais tempo
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A osteoartrite é uma doença articular muito comum que afeta milhões de pessoas e pode limitar a mobilidade e a qualidade de vida

Embora muitas pessoas a associem ao envelhecimento, os especialistas lembram que ela não é uma consequência inevitável da idade, mas também pode surgir em pessoas mais jovens, após lesões articulares, alterações anatômicas ou outros fatores, como, por exemplo, o excesso de peso. 

“A osteoartrite é um processo degenerativo natural, sim, mas isso não significa que você tenha que conviver com dor crônica no joelho nem que sua mobilidade esteja condenada a piorar.

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Na verdade, grande parte da dor pode ser causada por inflamação, inatividade ou outros fatores relacionados ao estilo de vida”, e à perda de massa muscular, como revela o fisioterapeuta Pedro Azañón em um de seus vídeos nas redes sociais.

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Então, o que podemos fazer para aliviar a dor e o incômodo causados por essa doença? Movimentar-se, esse seria o melhor conselho que os especialistas nos dão.

Atividades aeróbicas como caminhar, nadar ou andar de bicicleta ajudam a melhorar a resistência, promovem a saúde cardiovascular e contribuem para manter a cartilagem mais bem nutrida, enquanto os exercícios de força permitem fortalecer a musculatura que protege as articulações, melhorando a estabilidade e reduzindo a sobrecarga em áreas especialmente sensíveis, como os joelhos ou os quadris.

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No entanto, quando há osteoartrite, é preciso ter cuidado, pois nem todo exercício é benéfico. Atividades de alto impacto que envolvem saltos, corrida, mudanças bruscas de direção ou movimentos repetitivos podem aumentar o estresse nas articulações e agravar os sintomas; por isso, esportes como futebol ou basquete geralmente não são os mais recomendados, especialmente quando os joelhos ou os quadris já apresentam um deterioramento significativo. 

Montserrat Romera, da Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER) e professora da Universidade Internacional da Catalunha, recomenda “praticar exercícios de força que envolvam os principais grupos musculares pelo menos 2 ou 3 dias por semana (cerca de 30 minutos por sessão) e combiná-los com exercícios aeróbicos ou cardiovasculares por pelo menos 30 minutos por dia”, conforme consta neste artigo. 

E ela também afirma que “o exercício físico é uma ferramenta fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento das doenças reumáticas, e deve ser adaptado às características e necessidades de cada paciente”. 

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De fato, essa associação desenvolveu um programa específico chamado Reumafit com o objetivo de “promover o exercício físico como ferramenta essencial na prevenção e no tratamento das doenças reumáticas”.

Por que se movimentar é mais importante do que você imagina

Por outro lado, o sedentarismo se torna o pior inimigo das pessoas com artrite, pois estudos científicos comprovam que a inatividade está associada a mais dor, pior desempenho físico e menor qualidade de vida.

São, portanto, as “pequenas interrupções da atividade sedentária (dar uma caminhada curta, tarefas domésticas, jardinagem, alongamentos, etc.) realizadas repetidamente que substituem o tempo sentado por atividades de intensidade leve; se não se pratica nenhuma atividade física e se deseja melhorar o estilo de vida, essa é a opção mais prática e com maior probabilidade de sucesso”, afirma Romera.

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Por sua vez, Pedro Azañon, com base em sua experiência como fisioterapeuta, recomenda realizar os seguintes exercícios: “Flexão e extensão do joelho, elevações do calcanhar e agachamentos”, mas atenção, pois “não se trata de forçar, mas de respeitar o limiar da dor, progredir com sensatez e entender o que seu corpo realmente precisa”, conclui o especialista.

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