Cuidar da saúde é essencial para garantir bem-estar no dia a dia e chegar bem à velhice. Manter o corpo funcionando com uma rotina saudável de atividades físicas e alimentação equilibrada é fundamental.
Nesse contexto, especialistas da área da saúde têm aproveitado as redes sociais para alertar sobre temas pertinentes, compartilhar dicas e ganhar notoriedade, como fez Pedro Azañón ao falar da osteoartrite do joelho: uma condição que surge silenciosamente e pode mudar completamente o nosso dia a dia.
O diagnóstico, popularmente conhecido também como artrose, aparece em diferentes regiões do corpo e já foi revelado por famosos como Luciano Szafir, Wesley Safadão, César Filho e a atriz Paula Burlarmaqui.
“Muitos pacientes chegam à consulta preocupados com a possibilidade de terem osteoartrite no joelho, convencidos de que sua articulação está “desgastada” e que a única coisa que podem fazer é descansar ou se resignar à dor. Mas isso não é totalmente verdade”, diz o fisioterapeuta Pedro Azañón em um de seus vídeos nas redes sociais.
Ainda no vídeo, Pedro deu dicas de exercícios simples que podem ser feitos em casa para auxiliar nos sintomas da osteoartrite. Confira!
A osteoartrite é um desgaste natural de uma articulação que usamos o tempo todo, neste caso, o joelho. Andar, subir escadas, agachar-se, levantar-se da cadeira... o joelho nunca descansa e, com o passar dos anos, isso costuma cobrar seu preço, embora outras causas também possam desencadear seu aparecimento, como excesso de peso, lesões anteriores ou a prática de esportes de alto impacto.
Trata-se de uma doença degenerativa na qual a cartilagem que reveste a articulação vai se afinando e perdendo qualidade e, ao se deteriorar, deixa de desempenhar a função de amortecedor dos ossos e se torna mais dura. Daí surge uma maior rigidez, inflamação, dor, estalos...
“A osteoartrite é um processo degenerativo natural, sim, mas isso não significa que você tenha que conviver com dores crônicas nos joelhos ou que sua mobilidade esteja condenada a piorar. Na verdade, grande parte da dor pode ser causada por inflamação, inatividade ou outros fatores relacionados ao estilo de vida”, e à perda de massa muscular, revela o especialista.
Infelizmente a osteoartrite não tem cura! Mas é possível fazer muito para melhorar a dor e, sim, isso implica movimento, como diz o fisioterapeuta.
O erro mais comum costuma ser parar de se movimentar, mas, precisamente, aumentar a atividade vai melhorar na lubrificação e, portanto, a rigidez e os incômodos comuns.
O fisioterapeuta recomenda uma rotina de exercícios que, segundo ele, são “baseados no conhecimento anatômico e funcional do joelho e podem ajudar a aliviar os sintomas.
Trabalhamos a flexão e a extensão para reduzir a rigidez, ativamos o tríceps sural para melhorar a estabilidade da articulação e usamos isometrias para ganhar força de forma segura”, explica. Continue a leitura e descubra quais exercícios podem te ajudar na melhora da osteoartrite do joelho.
Deitado em uma cama e com uma toalha enrolada sob o joelho, flexione e estenda o joelho de forma lenta e controlada. Ao estender o joelho, é importante tentar pressionar a toalha contra a cama por cerca de cinco segundos antes de repetir o movimento. Este exercício é muito bom para reduzir a rigidez na região.
Segure-se na parede ou em uma cadeira, se necessário, e fique na ponta dos pés por pelo menos três segundos antes de repetir o exercício. Assim, você estará fortalecendo o chamado “tríceps sural”, perfeito para trabalhar a distância no joelho e melhorar os sintomas.
Os agachamentos são um dos exercícios mais completos. Você pode fazê-los com a ajuda de uma cadeira: “o ideal é descer até onde a dor for muito tolerável e manter a posição por cinco ou dez segundos. É a forma mais simples de ganhar força e mobilidade progressivamente”.
“O que seu joelho precisa não é de repouso, é de movimento”, afirma Pedro, mas ressalta que deve ser sempre um movimento adaptado, pois é uma das melhores ferramentas para tratar a dor associada à osteoartrite. “Não se trata de forçar, mas de respeitar o limiar da dor, progredir com sensatez e entender o que seu corpo realmente precisa”, conclui o especialista.