Por que cantor João Lima foi solto após 4 meses na prisão? Acusado de tentativa de feminicídio contra ex, músico terá que cumprir medidas. Saiba quais
Publicado em 27 de maio de 2026 às 08:48
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Cantor João Lima, réu por tentativa de feminicídio contra a então mulher, deixa prisão após 4 meses. Com a decisão judicial, artista terá que cumprir medidas, que incluem entrega do passaporte em 24h
Veja + após o anúncio

Réu por tentativa de feminicídio, o cantor João Lima deixou a cadeia nesta terça-feira (26) após decisão da juíza Francilucy Rejane, do 2º Tribunal do Júri de João Pessoa, na Paraíba. O artista estava preso desde janeiro passado após agredir e ameaçar de morte a então mulher, a médica Raphaella Brilhante. As agressões teriam começado logo após o casamento e segundo a vítima, João chegou a pegar uma faca, "motivado" por ciúmes.

[ALERTA: o texto a seguir aborda assuntos relacionados a violência contra mulher. Caso você esteja passando por uma situação de violência doméstica ou conheça alguém que precise de ajuda, procure a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas pelo telefone 180, ou a Delegacia Especializada da Mulher (DDM) mais próxima]

Para o entender da júzia, não há razão de ser mantida a prisão de João. Isso porque os fundamentos que justificaram a prisão agora perderam a força. Outro argumento é que o cantor não teria descumprido as medidas protetivas antes de ser preso. Também pesou o fato de não haver um fato novo contra o acusado para justificar sua permanência na cadeia.

Veja + após o anúncio
Solto, João Lima terá que cumprir medidas

Em liberdade, o músico acusado de tentativa de feminicídio terá que cumprir quatro medidas: entre elas, a entrega do passaporte em 24 horas. Usando tornozeleira eletrônica, o artista gravemente acusado pela ex-mulher vai precisar informar e manter atualizado seu número de telefone e endereço residencial, além de comparecer a todos os atos processuais quando chamado. 

Por fim, necessitará de autorização da Justiça de forma prévia e expressa para se ausentar de sua cidade por mais de oito dias, segundo o g1. Ao mesmo tempo, as medidas protetivas para com Raphaella seguem válidas, garantidas pela Lei Maria da Penha.

Veja também
'Que cumpre e pague': pai de João Lima, político condena agressões do filho preso, pede perdão a Raphaella Brilhante e revela desejo de justiça
Por quais crimes João Lima pode responder?

Ao se pronunciar, a defesa de Raphaella afirmou respeitar a decisão judicial. "A revogação da prisão preventiva não encerra a persecução penal, tampouco impede a continuidade da apuração integral dos fatos narrados no processo.A ação penal segue em regular andamento, com preservação das provas, continuidade da instrução processual e observância do devido processo legal", afirmou.

Veja + após o anúncio

Até o momento, o Ministério Público da Paraíba pede que João Lima responda por estupro, lesão corporal, induzimento ao suicídio, ameaça e violência psicológica contra a médica. Além da tentativa de feminicídio, que inclui asfxia, com dificuldade de defesa de Raphaella.

Últimas Notícias
Últimas Notícias
Tendências
Todos os famosos
Top notícias da semana