O ator e diretor Gracindo Jr. morreu aos 83 anos nesta quarta-feira (2), em sua casa no Rio de Janeiro. Um dos artistas que esteve na inauguração da Globo e filho de Paulo Gracindo (1911-1995) ele estava afastado das novelas brasileiras desde 2013 quando atuou em "Pecado Mortal", na Record - em 2017 fez "Ouro Verde", na TV de Portugal.
A causa da morte não foi revelada pela família, segundo o g1. Nascido Epaminondas Xavier Gracindo em 21 de maio de 1943, no Rio de Janeiro, fez sua primeira novela em 1965, "Rosinha do Sobrado" (segunda trama produzida pela Globo), embora a carreira artística tenha começado no rádio aos 15 anos como redator em 1969.
Formado em Psicologia, nunca exerceu a profissão, e trabalhou também na Tupi, Excelsior e na Manchete, onde fez "Marquesa de Santos" (1984), "Dona Beija" (1986, onde repetiu o par romântico com Maitê Proença) e "74.5 - Uma Onda no Ar" (1994). Um detalhe chama atenção na morte de Grancindo Jr.: Paulo Gracindo morreu em 4 de setembro de 1995 aos 84 anos.
Ao longo da carreira foram quase 40 novelas: Gracindo Jr. fez as primeiras versões de "Uma Rosa com Amor" (1972) e "Os Ossos do Barão" (1973) além de "A Sucessora" (1979), "Gente Fina" (1990), "Deus nos Acuda" (1992, onde contracenou com Glória Menezes, morta mês passado), "Anjo de Mim" (1996), da conturbada "Esperança" (2002) e "Poder Paralelo" (2009).
Além das tramas participou de episódios do "Caso Especial", "Carga Pesada" (ambos nos anos 1980) e "Você Decide" (na década de 1990), do programa de humor "Planeta dos Homens" (1981-1982) e de minisséries como "Rei Davi" (2012, onde foi o Rei Saul) e "Plano Alto" (2014).
Como diretor esteve à frente de temporada de "Os Trapalhões" e da novela "Marron-Glacé" (1979). Já na novela "O Casarão" (1976) dividiu o personagem com o pai, com quem contracenaria em "Mandala" (1987).
Gracindo Jr. deixa cinco filhos: Yan (fruto do relacionamento com uma colega de faculdade), Daniela (da relação com Débora Duarte), Gabriel, Pedro (ambos com Daisy Poli) e Bernardo (também filho de Daisy). Ao longo da carreira, repetiu a parceria com Renato Aragão no cinema, onde fez várias produções como "Tensão no Rio".
Gracindo ainda passou pelo teatro, sendo ator, diretor e produtor.