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'Descobri força', relata médica que virou paciente ao descobrir câncer de mama

Luciana Maia Telles, do Rio de Janeiro, teve o diagnóstico de câncer de mama no ano passado e, após superar dois tumores no seio, relata sua vivência enquanto médica diante da doença em conversa nesta quarta-feira (25) com o Purepeople. 'A gente sabe todas as complicações que pode acontecer ao longo do tratamento e isso assusta', afirma a gastroenterologista.

Formada em Medicina e atuante na área de gastroenterologia, Luciana Maia Telles, de 43 anos, foi pega de surpresa quando, ao fazer os exames preventivos aos 42 anos de idade, descobriu dois nódulos na mama. Em entrevista ao Purepeople, a carioca conta mais sobre sua vivência como médica e sobrevivente do câncer de mama para inspirar mais mulheres no Outubro Rosa, mês de prevenção e conscientização sobre a doença. "Não sou mais a mesma, descobri e vencer um câncer com certeza faz a gente mais forte, descobri uma força que não sabia que tinha", afirma Luciana.

'Só conseguia pensar no meu filho'

Mesmo tendo estudado sobre a doença na faculdade, Luciana destaca que sua primeira impressão foi a mesma de mulheres leigas no assunto. "Quando se tem o diagnóstico de câncer, no primeiro momento, é como se fosse uma sentença de morte, a gente acha que vai morrer, eu só conseguia pensar no meu filho. E até fazer novos exames e descobrir que o tumor estava localizado só na mama foi um período muito angustiante, porque você não tem noção se a doença está localizada só ali ou se já foi para mais algum lugar", relembra a médica, mãe de Gabriel, de 7 anos.

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'A gente sabe as todas as complicações'

Já em tratamento, ela conta que conseguia enxergar a vantagem e desvantagem de sua formação universitária: se, por um lado, tinha mais parâmetros de cada passo, por outro, sabia quais prejuízos a doença poderia causar em caso de possíveis reflexos negativos. "Sendo médica, a gente já sabe todos os protocolos a seguir: 'vou fazer a cirurgia, depois vou fazer a quimio, depois a radioterapia e os efeitos colaterais que eu vinha a ter, fraqueza, mal-estar, náusea, vômito, fadiga, queda da imunidade...'. Mesmo sabendo disso tudo, a gente também sabe todas as complicações que podem acontecer ao longo do tratamento e isso assusta", pondera. Luciana explica ainda que sua experiência na medicina a fez buscar a mastectomia preventiva, e retirar o seio que não havia tumor, cirurgia já feita por Angelina Jolie, por exemplo: "Eu que sugeri para minha médica, eu quis primeiro do que ela. Ela até disse que não tinha indicação preventiva para isso, mas insisti." Nos exames, seu fator genético era negativo para doença, mas como o tumor retirado era muito agressivo, os médicos entraram em acordo. "A partir do momento que fui liberada pelo meu médico para fazer depois que terminar todo o tratamento, esperar um pouquinho, aí fiz a mastectomia preventiva mês passado, em setembro, botei expansor na outra mama também. Ano que vem, em abril, vou fazer a terceira cirurgia, para tirar os expansores e, aí sim, coloco a prótese de silicone", planeja Luciana.

'Ao encarar a careca, estaria encarando o câncer de frente'

O uso de perucas ou próteses capilares é uma opção feita por muitas pacientes - e elas podem ser até recebidas de modo voluntário - durante o tratamento e Luciana foi uma delas. Entretanto, após tomar a decisão de raspar a cabeça por ver seus fios caírem muito, ela mudou de planos e ganhou uma nova perspectiva em seu tratamento. "Era desesperador ver aquele cabelo todo cair e foi realmente muito difícil raspar o cabelo todo, mas quando a cabeleireira raspou e lavou a cabeça, eu respirei aliviada porque naquele momento estar careca era mais fácil do que ver aquela quantidade de cabelo caindo. Na hora que ela foi colocar a prótese, não entendo o porquê, mas eu não quis colocar a prótese, perguntei se podia ir para casa sem e ela concordou. Ela falou assim, '14 anos de trabalho com isso é a primeira vez que vejo uma pessoa que encomenda uma prótese e desiste de colocar'. Naquele momento eu não queria, não me sentia à vontade em colocar a prótese, e acho que, na verdade, ao não colocar a prótese, vir pra casa de lenço, eu me senti mais forte. Naquele momento senti que ao não colocar a peruca, ao encarar a careca de frente, estaria encarando o câncer de frente, e isso me deixou muito mais forte, com certeza pra seguir em frente", afirma Luciana, que recorreu aos lenços para trazer mais cor e estilo aos looks.

'Estava me sentindo mais forte'

Outro momento marcante para Luciana foi a primeira vez que foi a praia após raspar a cabeça. "Estava com vergonha de tirar o lenço. Imagina, na praia todo mundo bonito, aí chego eu, careca, enfim... Era o primeiro momento que ia enfrentar as pessoas careca, lembro que demorei muito pra conseguir tirar o lenço na praia. Mas depois que eu tirei o lenço, as pessoas olharam mas eu não me incomodava, pelo contrário, estava me sentindo forte por estar ali mostrando minha careca", relembra a médica, acrescentando que recebeu o apoio até de desconhecidos: "Fui com a minha irmã e a gente tirou umas fotos, ela quis tirar umas fotos minhas entrando na água e saindo, e eu fui tirar uma foto com ela e uma moça veio e disse que tirava uma foto nossa, se ofereceu... No final, ela perguntou se podia me dar um abraço, porque se sentiu emocionada com aquela situação, disse que eu era um exemplo. Então aquilo dali foi bom, porque falei que de alguma forma eu estava me mostrando. Quando a gente consegue dar força para outra pessoa em qualquer situação, a gente fica mais forte, a gente se sente bem, se sente mais forte também para continuar fazendo isso. E aquele mergulho realmente foi muito bom, fora o fato da água estar batendo na careca, né, que eu achei uma sensação que eu vou ter nunca mais, foi bom, foi um momento realmente especial", conta.

'Não podemos deixar de fazer exames preventivos'

Luciana, no fim da entrevista, reforça - como médica e paciente que superou o câncer - o alerta da prevenção: "Não podemos deixar que essa vida louca que a gente leva nos impeça de ir ao médico, de fazer nossos exames preventivos, de em casa mesmo se tocar, de se olhar no espelho e ver se nota alguma coisa diferente. Eu tive meu diagnóstico precoce e isso fez toda diferença. E também levar quem a gente ama ao médico. No início do tratamento eu tinha medo, mas hoje eu tenho certeza que vai dar tempo de fazer tudo que quero fazer".

(Por Marilise Gomes)

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