O "BBB 26" em menos de uma semana já provocou divisão de torcidas e mexeu com o "Queridômetro" na web. Fora do reality e envolvido em acusação de assédio sexual a Jordana, Pedro, por exemplo, acabou ganhando seguidores no Instagram quando se esperava uma movimentação ao contrário.
Enquanto isso, a Pipoca Chaiany foi contra as regras do primeiro Sincerão e conquistou a web, ganhando o título de "craque do jogo". Mas porque desde o início, em 2002, o "BBB" faz quem está do lado de fora do confinamento provocar uma defesa tão grande de participantes como se eles fossem da família do telespectador?
Para a ciência, a explicação é simples. "O BBB não cria nada. Ele só escancara. Quando alguém defende um participante com esse nível de agressividade, não é sobre o jogo, nem sobre o confinado. É sobre quem está do lado de fora. A pessoa não está defendendo alguém — está se defendendo através daquele alguém", afirma o psicanalista e especialista em comportamento humano Lucas Scudeler.
O especialista aponta ainda uma transformação em "depósito emocional" do participante por parte de quem assiste ao reality, no qual Ana Paula Renault alfinetou Aline Riscado, fazendo a própria mãe da atriz cair na gargalhada. "Tudo o que o indivíduo não resolveu na própria vida é colocado ali: frustração, sensação de injustiça, necessidade de validação. Por isso a defesa é tão violenta. Porque qualquer crítica ao jogador vira uma ameaça pessoal", explica Scudeler.
Para o psicanalista, as poucas informações a respeito do confinado acabam sendo algo positivo nesse processo de defesa. "E quanto menos se sabe sobre aquele participante, melhor. O desconhecido é mais fácil de idealizar. Ele não tem história real suficiente para atrapalhar a fantasia de quem assiste", aponta.
"No fim, não é sobre torcida. É sobre carência de identidade, de pertencimento e de responsabilidade emocional. O programa só fornece o palco. O resto já estava pronto", finaliza o profissional.