Durante muito tempo, eu achei que estava com um bom parceiro, tal como Taís Araújo que tem uma história incrível com Lázaro Ramos. O problema é que, às vezes, nem tudo que reluz é ouro: relacionamentos podem ser complicados e nem sempre é fácil saber se você está realmente com alguém que é uma boa pessoa. A psicologia sugere que o caráter, os valores e a forma como essa pessoa te trata são pontos-chave.
Felizmente, existem certos comportamentos que distinguem uma boa pessoa das demais e agora eu os conheço. E embora eu não estivesse com alguém assim antes, olhar para isso com perspectiva me fez perceber o que eu realmente quero… e o que agora, sim, tenho no meu relacionamento: uma boa pessoa.
Quem nunca cometeu um erro na vida? Todos nós erramos. O que diferencia alguém com boa inteligência emocional é o que fazemos quando percebemos que erramos: pedir perdão.
Uma pessoa boa reconhece seus erros, assume responsabilidade e pede desculpas com sinceridade. Como disse a palestrante norte-americana, considerada a "mãe do coaching", Cherie Carter-Scott: “A raiva te encolhe, enquanto o perdão te faz crescer além do que você era". Uma boa pessoa sabe disso e pratica.
A psicóloga e terapeuta de casais espanhola María Esclapez explica em seu livro “Me quero, te quero” que a presença do perdão é um sinal de saúde no relacionamento. Ela afirma que pedir desculpas “sempre que o outro se sinta magoado, independentemente de você achar que ele está certo ou não”, é sinal de empatia e reconhecimento de que cada pessoa percebe as coisas de forma diferente.
Pense em como seu parceiro interage quando você fala. Mais do que apenas ouvir, uma boa pessoa escuta ativamente e responde aos seus sentimentos e ideias de forma reflexiva. Mesmo que discorde de você, respeita sua opinião, pois entende que sua perspectiva é tão válida quanto a dele e usa a empatia para se conectar.
O psicólogo estadunidese Marshall Rosenberg, que morreu em 2015, dizia que “toda crítica, julgamento ou raiva é a expressão trágica de uma necessidade não atendida”. Quando deixamos o julgamento de lado e nos importamos com o que o outro sente, criamos uma conexão verdadeira, sem medo e sem máscaras!
A psicologia positiva já mostrou que a gentileza influencia diretamente nossa felicidade e também a de quem se relaciona conosco. O psicoterapeuta Dr. Stan Hyman, muito conhecido nos Estados Unidos, afirma que a bondade pode mudar completamente o rumo de um relacionamento que esfriou, porque “a gentileza constrói vínculos e promove conexão emocional”.
Mas aqui vai o ponto importante: não se trata apenas de ser gentil com você. Se seu parceiro só é gentil quando está sendo observado, aí não é. Se é gentil só quando quer algo em troca, aí não é. Se é gentil para parecer uma boa pessoa, aí não é.
Uma pessoa genuinamente boa é gentil com todo mundo: com o caixa do mercado, com quem liga oferecendo algo, com o vizinho, com sua família e até com seus ex-parceiros. Bondade verdadeira faz parte do caráter, não depende de plateia.
Segundo a psicóloga Iria Reguera, “empatia é a capacidade de entender os sentimentos e emoções das outras pessoas. Não significa concordar, mas compreender”. O psicólogo austríaco, que faleceu em 1937, Alfred Adler dizia que a empatia é uma qualidade essencial para cultivar relações saudáveis.
Pode parecer óbvio, mas não é. Para que um relacionamento seja saudável e duradouro, ambos precisam manter um espaço próprio de individualidade. O psicólogo Dr. Jorge Barraca explica que cada membro do casal tem sua própria história, caráter, valores, interesses e família de origem. É impossível coincidir em tudo e nem seria desejável.
Uma boa pessoa entende que existe um espaço individual e o respeita, incentivando você a explorá-lo.
A psicóloga Marta Martínez Novoa define responsabilidade afetiva como “ter consciência de que as relações são formadas por várias pessoas, todas com sentimentos e necessidades”.
Uma boa pessoa tem responsabilidade afetiva não só com você, mas com amigos, colegas de trabalho, família e todos ao seu redor. Observar como seu parceiro trata outras pessoas é uma excelente forma de ver quem ele realmente é.
“Tenho orgulho do que você conquistou". Essa é, para mim, uma das frases mais bonitas que meu parceiro já me disse. Com ela, ele mostra que me valoriza, que me enxerga, que conhece minhas metas e me apoia. Ele celebra minhas conquistas e me sustenta nos momentos difíceis, sem se sentir ameaçado pelo meu sucesso, mas feliz por caminhar ao meu lado.
Esse tipo de apoio demonstra que ele se importa com a minha felicidade e crescimento - não só com o dele. É mais uma prova de que estou com alguém extraordinário.
Uma boa pessoa expressa suas necessidades, desejos e preocupações com respeito e também escuta as suas ativamente.
Comunicação saudável exige clareza, honestidade e calma, mesmo em conversas difíceis. Não se trata de ganhar discussões, mas de fortalecer o relacionamento, como afirma a psicóloga Mamen Jiménez.
Boas pessoas falam com calma, até quando estão magoadas, porque sabem que o objetivo não é vencer, é se conectar.
A pesquisadora Brené Brown diz que: “A vulnerabilidade é o berço do amor, do pertencimento, da alegria, da coragem, da empatia e da criatividade. É a fonte da esperança, da responsabilidade e da autenticidade".
Se seu parceiro se permite ser vulnerável com você, é porque confia em você e valoriza a intimidade emocional que compartilham. E isso aumenta a conexão entre vocês.