Ficar em pé sobre uma perna parece uma tarefa simples, mas exige que diferentes sistemas do organismo trabalhem em conjunto.
Para manter a posição, o cérebro precisa combinar informações da visão, do ouvido interno e da percepção corporal, além de coordenar músculos e articulações.
Por isso, o tempo alcançado nessa postura pode oferecer pistas sobre o envelhecimento neuromuscular, a mobilidade e o risco de quedas.
Ele não revela sozinho a “idade biológica” de uma mulher, mas ajuda a identificar mudanças que merecem atenção.
Um estudo publicado em 2007 no Journal of Geriatric Physical Therapy, que avaliou 549 adultos saudáveis, estabeleceu valores de referência para o teste de equilíbrio sobre uma perna.
Considerando o melhor resultado de três tentativas com os olhos abertos, as mulheres permaneceram na posição, em média, por aproximadamente 41 segundos dos 50 aos 59 anos; 30 segundos dos 60 aos 69; 17 segundos dos 70 aos 79; e 11 segundos a partir dos 80 anos.
Esses números não devem ser tratados como uma prova com aprovação ou reprovação. O desempenho pode mudar conforme o protocolo, a perna escolhida, o tipo de piso, o calçado e até o cansaço.
Ainda assim, uma redução acentuada ou repentina merece ser avaliada por um profissional de saúde.
Em uma pesquisa da Mayo Clinic com pessoas saudáveis acima dos 50 anos, o tempo de permanência sobre uma perna foi o parâmetro que mais se deteriorou com a idade.
Essa redução foi mais acentuada do que as mudanças observadas na força das mãos, dos joelhos e na caminhada, além de ocorrer de forma semelhante entre homens e mulheres.
Embora diminua naturalmente com a idade, o equilíbrio pode ser treinado.
Exercícios de força para pernas, quadris e abdômen, combinados a atividades que desafiem o controle corporal, podem ajudar a preservar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas.
Entre as opções estão caminhar em linha reta, colocando um pé imediatamente à frente do outro, levantar-se de uma cadeira sem usar as mãos, praticar tai chi ou permanecer sobre uma perna por períodos curtos.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que pessoas com 65 anos ou mais incluam atividades variadas que trabalhem o equilíbrio funcional e a força em pelo menos três dias da semana.
O treino deve começar perto de uma parede ou de um móvel firme, especialmente para quem já apresenta instabilidade.
Mais importante do que perseguir um número é acompanhar a evolução e realizar os movimentos com segurança.
Dificuldade repentina, tontura, dor ou quedas frequentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde, pois alterações no equilíbrio também podem estar relacionadas à visão, ao ouvido interno, a medicamentos ou a condições neurológicas.