O último adeus à Preta Gil aconteceu nesta sexta-feira (25), com velório aberto aos fãs, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, das 09h até às 13h. A artista, que morreu vítima de um câncer no último domingo (20), teve a presença de vários amigos e familiares para esta última homenagem.
A cerimônia foi marcada por vários momentos emocionantes, com direito à imagens da trajetória da cantora em telão e camisa especial, usada pelos mais íntimos. Grande parte dos familiares e amigos usaram roupas brancas, vestimenta que possui significado especial.
Logo depois, o cortejo seguiu rumo ao Cemitério e Crematório da Penitência, local onde Preta seria cremada, em cerimônia restrita aos mais íntimos. Quem passou por lá foi Amora Mautner, grande amiga de Preta, que conhecia a celebridade desde os cinco anos de idade.
Durante uma entrevista ao Gshow, a diretora da Globo comentou sobre a potência dos pais de Preta, Gilberto Gil e Sandra Gadelha. Segundo Amora, eles são seres de luz: "O Gilberto é um ser iluminado, a Sandra também. Eles às vezes nos consolam. A gente vai sofrer ainda muito, e comemorar muito a existência dessa pessoa", destacou.
Ainda para o veículo, Mautner, que era amiga íntima de Preta, assim como Jude Paulla e Ivete Sangalo, destacou as inúmeras qualidades da artista, como sendo o "amor em forma de pessoa", e relembrou a época em que a conheceu:
"Conheço a Preta desde que eu nasci. Hoje em dia todo mundo conhece a Preta. Ela é esse sol desde que ela tem cinco anos de idade", citou. Preta recebeu o diagnóstico de câncer em 2023, e desde então, enfrentou a batalha contra a doença.
Lembra disso? Preta e Amora eram bem íntimas desde a infância. Na autobiografia "Preta Gil: Os Primeiros 50", a irmã de Bela Gil contou um episódio que viveu ao lado da best friend.
Quando estudaram juntas em um colégio no Rio de Janeiro, protagonizaram um beijo em sala de aula como forma de protesto, diante de um comentário homofóbico feito por uma professora:
"Nos olhamos, levantamos, chocadas com aquele absurdo que a professora havia dito e gritamos: ‘A gente é namorada! E ser gay não é doença!'", recordou-se. Depois, seus pais foram chamados até a escola, onde as duas acabaram sendo expulsas.
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