Existem pessoas que parecem ser fortes por natureza, como a resiliência fosse parte do seu DNA. Porém alguma coisa acontece e em muitas vezes pensamos ser menos fortes mentalmente falando do que somos na realidade.
É possível que já tenha superado tempestades em sua vida pensando que fosse algo pequeno, mas existem certas experiências de vida que podem nos fazer mais resilientes e mentalmente mais fortes do que a maioria. E vamos te contar.
Ainda que a vida de todos esteja repleta de desafios, o que diferencia é como nós os enfrentamos. As pessoas que têm que se reinventar e trabalhar em algo em que nunca havia trabalhado são pessoas que se enfrentam frente a uma mudança independente do qual centrados estão. Pessoas que aprendem a fazer algo que todavia não sabiam e que demonstram humildade intelectual no processo.
Há casos de pessoas que mudaram de profissão três vezes ao longo da vida sem que nenhuma delas tivesse qualquer relação com o que havia estudado.
No entanto, em cada um desses empregos a pessoa aprendeu coisa que acabou lhe servindo para os demais trabalhos e que lhe deixou mais fortes antes das mudanças.
Reinventar-se uma vez ou outra, como a ave Fênix que renasce das cinzas, é um dos motivos que fazem essas pessoas valorizarem mais do que nunca o presente, pois não se sabe quando as coisas vão mudar.
Quando nós enfrentamos uma enfermidade, seja a nossa ou a de pessoas de quem gostamos muito, é impossível não desenvolver um certo nível de força mental para poder superá-la. A doença nos leva até o limite e nos põe em prova de mil formas diferentes, porém se já já viveu nessa situação, seja como paciente ou como cuidador, é mais do que certo que já enfrentou teus medos, te adaptou e cresceu no processo ainda que nem se deu conta.
Tem gente que já relatou experiências que classificou como uma das mais complicadas que já enfrentaram. No caso, uma redatora contou que há 20 anos a avó dela estava na casa dos seus pais quando começou a passar mal. Foram até a emergência e a mandaram de volta para casa. A idosa se sentou na poltrona onde sempre se sentava enquanto a redatora e uma tia passaram a conversar com ela quando de repete a avó ficou com a visão perdida no infinito, abrindo ligeiramente a boca.
A tia entrou em pânico porque a avó da redatora não respondia. A garganta passou a fazer coisas estranhas, ela começou a tremer com a mão e, de alguma forma, a redatora conseguiu manter a calma. Estava tendo um AVC e engolindo a língua enquanto a redatora ligava para o 192 (número da SAMU no Brasil) pedindo uma ambulância ao mesmo tempo que baixava de forma delicada a língua da avó e segurava a mão da tia para tentar lhe acalmar.
Quando tudo ao seu redor está em crise, manter a calma te permite pensar com clareza, tomar decisões racionais e que nesses casos - e as emoções que a rodeiam - não te dominem. É uma prova da tua resiliência. Outro exemplo mais dramático podia ser o de Daniel Burguet, conhecido como "herói de Paiporta" que conseguiu salvar várias crianças durante tempestade em Valência. Manter a calma em uma situação tão extrema é, sem dúvida, um sinal de força mental.
É de se confessar que isso é uma das coisas mais complicadas para algumas pessoas. Desde em relação às coisas materiais, praticar o desapego emocional segue sendo um desafio pendente para muitos. No entanto, entende-se que o desapago é o caminho para a liberdade e que, como explicam os psicólogos de Mentes Abertas, "o desapago é uma ferramenta poderosa para melhorar nosso bem-estar emocional e nossa capacidade para relacionarmos de maneira saudável com os demais".
Além de praticamos o desapego de pessoas que não fazem mais parte da nossa vida como faríamos ao superar um processo de término de relacionamento, existem muitas coisas que nos prendem como arrependimentos do passado, relações falidas ou oportunidades perdidas.
Deixar ir não é fácil porque exige enfrentar nossos medos, aceitar o que acontecer e fazer as pazes com a situação e com nós mesmos. E entender que há coisas que estão fora do nosso controle e aceitá-lo. É lutar contra o medo em relação às mudanças, com o médio que está por vir, porém s domina a capacidade de deixar ir e ver que, na realidade, são fardos que afetam seu bem-estar, é mentalmente mais forte que a maioria das pessoas.
Thomas Edison disse que o fracasso não era realmente um fracasso. "Acabei de descobrir 10.000 maneiras que não funcionam", afirmou. Não é o fracasso que nos molda, mas sim como reagimos a ele. Qualquer pessoa bem-sucedida lhe dirá que o fracasso não é ruim, mas sim mais um degrau no caminho para o sucesso. E a verdade é que é uma oportunidade para aprender, crescer e melhorar.
Há quem saiba que dizer "não" em seus relacionamentos — românticos, familiares ou profissionais — é o seu calcanhar de Aquiles, então essas pessoas trabalham para fazer do "não" um dos seus pontos fortes, não uma fraqueza. Há quem consiga, e agora podemos dizer que ela dominou a arte de dizer "não" quando necessário, o que lhe dá um nível de força mental que muitas pessoas lutam para alcançar.
Ela aprendeu a estabelecer limites, e isso exige coragem. Aprendeu a defender a si mesma e seus valores, e isso requer amor-próprio. Aprendeu a priorizar a si mesma, e isso significa que agora ela tem uma compreensão mais clara do que nunca de onde e quando vai investir seu tempo e energia.
Se você pensava que força mental significava ser capaz de fazer tudo sozinho, você realmente não entende o que esse termo significa. Quando falamos de força mental, estamos falando da capacidade de regular produtivamente suas emoções, pensamentos e comportamentos, mesmo diante da adversidade.
Pedir ajuda quando você precisa é uma forma de regular seu comportamento de maneira produtiva e um verdadeiro sinal de força mental. Quando pedimos ajuda, mostramos vulnerabilidade e humildade, admitindo que não temos todas as respostas e que as pessoas ao nosso redor podem nos ajudar a crescer.
Pedir ajuda não significa que você é fraco; significa que você é sábio o suficiente para reconhecer suas limitações e forte o suficiente para superá-las. Se isso não é força mental, eu não sei o que é.