Nem só de chás é feita a dieta de Gisele Bündchen! A top model brasileira, que tem alguns segredinhos com ervas para eliminar gases e relaxar antes de dormir, também preza por uma alimentação limpa e repleta de vegetais, que compõem cerca de 80% do seu dia a dia. Mas ela não observa só o que come e também como prepara seus alimentos.
Há quase 10 anos, quando a modelo ainda era casada com Tom Brady, o chef Allen Campbell contou ao site 'Boston.com' como preparava as refeições da família. Na época, Gisele já se arriscava em algumas receitas, em especial as sobremesas para as crianças, mas também contava com ajuda profissional para o seu dia a dia.
"80% do que eles comem é composto por vegetais. Compro os mais frescos. Se não são orgânicos, eu não uso. E grãos como quinoa, arroz integral e feijão. Os outros 20% são carnes magras: bife orgânico, pato de vez em quando e frango. Peixe normalmente preparo salmão selvagem", disse Allen Campbell.
De acordo com o cozinheiro, a gaúcha tem algumas proibições que não tem vez em qualquer preparo de sua dieta: ela não come açúcar, farinha branca, cafeína, glúten e sal com iodo. Como já era esperado, o óleo vegetal é outro componente que não faz parte da cozinha de Gisele Bündchen, bem como o azeite de oliva, que é usado pela maioria das pessoas que desejam manter uma alimentação saudável.
Segundo Allen Campbell, a modelo acredita que, mesmo usando o azeite de oliva extravirgem, que é a melhor versão do ingrediente, ele vira gordura saturada no corpo. Por isso, Gisele opta pelo óleo de coco - que inclusive faz um bochecho super inusitado pela manhã: "Cozinho apenas com óleo de coco. E uso sal rosa do Himalaia no lugar do com iodo", disse o chef.
O óleo de coco se tornou o queridinho de quem busca alternativas mais saudáveis na dieta, seja para temperar saladas ou substituir óleos como soja e azeite no preparo de receitas, como é o caso de Gisele Bündchen. Extraído da polpa do coco, ele é rico em triglicerídeos e ácido láurico, uma substância com ação antioxidante e anti-inflamatória).
Em sua versão virgem, o óleo de coco concentra mais de 90% de gordura saturada e colher de sopa tem cerca de 110 calorias, valor superior ao da manteiga. Apesar do apelo saudável para muita gente, seus benefícios ainda dividem opiniões, e a American Heart Association recomenda que as gorduras saturadas representem no máximo 10% das calorias diárias.
Segundo a nutróloga Daniela Gomes, do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, nenhum alimento é capaz de promover resultados sozinho. O óleo de coco pode contribuir para o controle da saciedade, redução da gordura corporal e fortalecimento da imunidade, mas apenas quando aliado a uma alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.
"O consumo deve ser moderado. Em excesso, pode levar ao acúmulo de placas nas artérias e aumentar o risco de doenças cardiovasculares", alerta. Por conter triglicerídeos de cadeia média, rapidamente absorvidos pelo organismo, o óleo de coco também pode fornecer energia imediata antes da prática de atividades físicas.
A gordura é um componente essencial da dieta e participa da produção hormonal, da resposta imunológica e da produção de energia do corpo. Ainda assim, antes de incluir o óleo de coco no cardápio, é recomendada a orientação médica ou nutricional, principalmente para pessoas com colesterol alto ou histórico familiar de problemas cardíacos, de acordo com Daniela Gomes.
Por outro lado, um estudo publicado na 'Life Sciences Research Office' apontou que o consumo de óleo de coco não aumenta o colesterol nem o risco de doenças, ajudando a manter níveis adequados de HDL, o chamado 'colesterol bom'. No entanto, especialistas reforçam que o produto deve ser apenas um complemento dentro de um estilo de vida saudável.
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