O corpo de Juliana Marins foi liberado para a família nesta quarta-feira (2) após passar por uma segunda autópsia. Os exames iniciais, feitos na Indonésia, indicaram várias fraturas e forte hemorragia, mas não conseguiram indicar o dia e nem a morte da turista. Por isso, a família solicitou autorização judicial para uma nova autópsia, realizada no Rio de Janeiro nesta manhã.
Foram 2h30 de exames acompanhados por Mariana Marins, irmã de Juliana, e dois peritos da Polícia Civil, além de um legista federal e um professor de medicina federal, e os resultados devem ser concluídos em sete dias. A morte de Juliana, de 26 anos, foi confirmada na última terça-feira (24) gerando grande comoção entre famosos e anônimos. O velório e sepultamento serão no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba (Niterói, RJ).
Em conversa com a imprensa, Mariana disse acreditar que Juliana tenha sido vítima de "muita negligência" em relação ao resgate, que tentou ser realizado por quatro dias em um vulcão. E aproveitou para fazer um pedido ao deixar o IML (Instituto Médico Legal). "Meu pedido mais uma vez é: não esqueçam a Juliana, que ainda tem muita coisa que a gente tem que pedir por ela", disse a jovem dias depois de deixar uma comovente homenagem à irmã na web.
Segundo Mariana, a família temeu que o corpo de Juliana não conseguisse ser resgatado. "Então, apesar de o resgate não ter acontecido no horário no tempo hábil, para a Juliana ter saído com vida. Pelo menos, a gente tá com Juliana de volta no Brasil. É muito importante, eu sei como é importante para todas as famílias quando tem esse desfecho. Quando a pessoa fica desaparecida é muito ruim, né?", questionou.
Acredita-se que Juliana Marins tenha sofrido pelo menos duas quedas, porém algumas informações desde o início são conflitantes. Inicialmente se garantiu que a publicitária havia recebido ajuda com relação a suprimentos, gerando falsa expectativa na família, principalmente do pai que embarcou para aquele país.
Porém, dias depois, a jovem acabou sendo filmada já sem esboçar movimentos. Acusado de negligência na operação de tentativa de salvamento de Juliana, o governo da Indonésia admitiu falhas de segurança na trilha onde a brasileira acabou morrendo.