Helena Rodero, expert em saúde capilar e farmacêutica, alerta: há um sinal silencioso de alopecia que muitas mulheres entre 30 e 50 anos ignoram
Publicado em 23 de abril de 2026 às 12:43
Você conhece a alopecia difusa feminina, também conhecida como alopecia androgenética? Saiba mais sobre essa condição que afeta a autoestima de diversas mulheres
Helena Rodero, expert em saúde capilar e farmacêutica, alerta: há um sinal silencioso de alopecia que muitas mulheres entre 30 e 50 anos ignoram Queda de cabelo em excesso pode ser alerta sobre alopecia, aponta especialista Nem toda queda de cabelo é igual O cabelo não some de uma vez: ele vai ficando mais fino e menos volumoso ao longo do tempo Além da saúde, o cabelo tem forte impacto na autoestima, tornando o cuidado ainda mais importante

Todos nós passamos por períodos em que a escova fica mais cheia de cabelos do que o normal. No entanto, os sinais mais preocupantes costumam ser também os mais discretos. Tão discretos que podem se passar anos até você perceber o que realmente está acontecendo...

Segundo explica a farmacêutica e especialista em dermocosmética e saúde capilar Helena Rodero, muitas mulheres entre 30 e 50 anos podem estar perdendo densidade capilar sem identificar o problema. “Se você tem entre 30 e 50 anos e percebe que está perdendo cabelo de forma significativa, tome cuidado, pois pode estar com alopecia difusa e não saber”, alerta.

O problema é que não se trata de uma queda repentina nem de descobrir uma grande área do couro cabeludo sem cabelo. Na verdade, é justamente por isso que o problema pode passar despercebido por bastante tempo. Trata-se de uma perda de densidade que surge aos poucos.

Alopecia difusa feminina, essa grande desconhecida

A chamada alopecia difusa feminina, também conhecida como alopecia androgenética nas mulheres, que afeta diversas famosas como Xuxa Meneghel, Maiara e Gretchen, tem uma característica muito específica: não causa calvície visível, mas sim uma perda progressiva de densidade. 

Nas palavras de Rodero, “é uma perda de cabelo que se manifesta ao longo do tempo”. A sensação geralmente é a de perceber que o cabelo parece cada vez mais fino e mais esparso.

Muitas mulheres percebem isso ao fazer a risca do cabelo. “Antes era uma risca fina e depois vai ficando mais parecida com uma estrada”, exemplifica a farmacêutica. A razão é que, com o tempo, “o cabelo se transforma em vello: mais fino, mais curto e mais fraco”, aponta.

© Reprodução, YouTube Helena Rodero -Farmacéutica
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Por que aparece a partir dos 30 ou 40 anos?

Embora esse tipo de alopecia tenha um componente genético e possa ser herdado tanto do pai quanto da mãe, o momento em que começa a se tornar visível geralmente tem muito a ver com os hormônios. Durante anos, os estrogênios atuam como uma espécie de escudo protetor. Mas essa proteção começa a diminuir com a idade.

Rodero resume assim: “A partir dos 40 anos, ou quando nos aproximamos da perimenopausa, os estrogênios vão diminuindo e a testosterona começa a ter um efeito mais negativo sobre o cabelo”. 

Por isso, embora a predisposição genética seja hereditária, muitas mulheres só começam a notar as mudanças por volta dos 30 e, sobretudo, dos 40 anos.

Como diferenciá-la de outras alopecias?

Uma das chaves para entender esse problema é diferenciá-lo de outras formas de queda de cabelo. Por exemplo, a alopecia areata se manifesta na forma de placas ou calvícies localizadas no couro cabeludo. A alopecia frontal fibrosante, por sua vez, faz com que a linha do cabelo recue, dando a sensação de que a testa está ficando cada vez maior.

A alopecia difusa, no entanto, funciona de outra maneira: o cabelo continua lá, mas cada vez com menos densidade, e detectá-la a tempo faz toda a diferença, segundo a especialista: “É muito importante detectá-la a tempo. 

Quanto mais cedo for detectada, mais cedo se pode iniciar um tratamento e, portanto, revertê-la com melhores resultados”, explica.

Por isso, ela recomenda consultar um dermatologista assim que se perceber uma perda clara de densidade, especialmente na parte superior da cabeça.

Os tratamentos que dão resultado

A abordagem dessa alopecia costuma ser médica e deve ser orientada por um especialista. Entre os tratamentos mais utilizados estão princípios ativos como o minoxidil ou determinados medicamentos que atuam sobre os hormônios envolvidos no processo. Em alguns casos, também se recorre a microinjeções no couro cabeludo com esses mesmos medicamentos para potencializar seu efeito.

Além disso, existem produtos cosméticos ou suplementos nutricionais que podem ajudar a melhorar a qualidade da fibra capilar. Mas, como insiste Rodero, seu papel é complementar. Eles servem para reforçar o tratamento médico, não para substituí-lo.

Além do aspecto médico, a farmacêutica lembra que o cabelo tem um impacto importante na imagem pessoal. “Para uma mulher, é muito importante ter um cabelo bonito”, comenta. Por isso, ela insiste em algo simples, mas fundamental: se começar a notar que o cabelo está perdendo densidade, o melhor é não esperar e marcar uma consulta com o dermatologista.

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Por Clara Espíndola | Colaborador
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Palavras-chave
Cabelo Cabelo curto Saúde Bem-estar Beleza & Estética Beleza
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