Habemus Papa! O cardeal Robert Francis Prevost, vindo dos Estados Unidos, foi eleito o 267º papa nesta quinta-feira, dia 08 de maio de 2025, em um conclave composto por 133 cardeais. Pouco depois das 14h (horário de Brasília), ele apareceu na sacada da Basílica de São Pedro e se apresentou como o Papa Leão XIV.
Discreto e de voz mansa, o Papa Leão XIV segue as ideologias de Francisco e tudo indica que terá uma liderança progressista na Igreja Católica, continuando as reformas promovidas pelo seu antecessor envolvendo o direito de casais LGBTQIAPN+, a presença de mulheres na igreja e a agregação de jovens.
Prova disso é uma opinião forte que ele deu há alguns anos, em entrevista ao Vatican News. Na ocasião, Robert Prevost deu seu parecer sobre uma atitude de Francisco, sepultado no último dia 26 de abril, de eleger três mulheres como membros do Dicastério para os Bispos, que cuida da nomeação de bispos, algo nunca acontecido antes.
"Acredito que a nomeação delas é mais do que um simples gesto do Papa para dizer que agora também há mulheres aqui. Há uma participação real, genuína e significativa que elas oferecem em nossas reuniões quando discutimos os dossiês dos candidatos", comentou.
Já acusado de acobertar casos de abuso na Igreja Católica, o Papa Leão XIV também abordou a responsabilidade de combater o abuso clerical: "Há lugares onde um bom trabalho já foi feito há anos e as regras estão sendo colocadas em prática. Ao mesmo tempo, acredito que ainda há muito a aprender".
Primeiro papa norte-americano da história, Leão XIV fez sua jornada na Igreja Católica majoritariamente no Peru, onde passou a maior parte de sua jornada. Ele é considerado um líder capaz e talentoso e era muito próximo de Francisco, que foi quem o nomeou Cardeal.
Para Elise Allen, analista do Vaticano da CNN, "Ele é alguém que, mesmo sendo ocidental, estaria muito atento às necessidades de uma igreja global. Estamos falando de alguém que passou mais da metade de sua carreira eclesial no exterior como missionário no Peru.
E a especialista completou: "Ele é capaz de realizar coisas sem necessariamente ser autoritário sobre a maneira como as faz. Prevost é visto como um líder excepcional. Desde muito jovem, foi nomeado para cargos de liderança. Ele é visto como alguém calmo e equilibrado, imparcial e muito claro sobre o que acha que precisa ser feito... mas não é excessivamente incisivo em tentar fazer isso acontecer".