De acordo com a psicologia, as pessoas que cresceram entre 1960 e 1970 aprenderam estas preciosas 9 lições de vida
Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 11:45
A maneira como crescemos em cada década deixou aprendizados que atualmente a psicologia aponta como cada vez mais raros, da paciência à autonomia, passando pela tolerância e frustração
De acordo com a psicologia, as pessoas que cresceram entre 1960 e 1970 aprenderam estas preciosas 9 lições de vida - foto ilustrativa de César Tralli, nascido em 1970 Gloria Pires cresceu nos anos 1960, época na qual a psicologia entende que havia uma comunidade que ajudava na criação das crianças Pedro Bial nasceu em 1958: segundo estudos, pessoas crescidas nos anos 1960 por não terem muitos recursos valorizam o que tinham e estimulavam a criatividade Zezé Di Camargo cresceu nos anos 1960 - psicologia entende que crianças dessa época brincavam sem tanta supervisão e aprendiam a resolver problemas menores sem ajuda

Quem cresceu nos anos 1960 e 1970 passou por uma experiência bem diferente da que se vive hoje em dia, uma vez que não haviam sido criados os smartphones, nem as redes sociais e tampouco havia o estímulo frequente. De acordo com estudos da psicologia, uma maior liberdade, uma supervisão menor e uma convivência mais direta com o ambiente marcavam a infância e a adolescência.

É preciso levar em conta que a psicologia passou por tipos diferentes de abordagens ao longo do tempo, o que foi favorável a se desenvolver habilidades em termos emocionais e sociais que atualmente não são ensinadas de forma explícita e que surgem menos frequentemente nas gerações atuais.

Os estudiosos apontam que isso levou aquelas gerações a terem uma resiliência maior, serem mais criativos e demonstrarem adaptabilidade na hora de encararem a vida de frente. De acordo com a psicologia, essas pessoas nascidas nos anos 1960 e 1970 aprenderam nove lições de vida e que vamos contar quais são.

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1. O tédio como alimento da criatividade: Um estudo do Child Mind Institute apontou que as crianças sem acesso a um entretenimento constante foram obrigadas a encontrarem diferentes formas para preencherem o seu tempo. Vieram então desde jogos inventados a histórias criadas.

Mas não pense que isso foi um problema, uma vez que os momentos de tédio acabram se tornando estímulos da imaginação, assim como da iniciativa e de se encontrar no dia a dia uma solução criativa para uns problemas.

2. O fracasso está ligado ao aprendizado: Prêmio de participação? Esqueça. Tampouco uma blindagem constante frente aos erros. Era preciso aceitar o sentimento de frustração diante de uma derrota ou quando um objetivo não era alcançado. 

E, claro, tentar de novo. O que se tornava algo fundamental para que desenvolvesse a aceitação ao fracasso.

3. Os prêmios não eram imediatos: Era preciso esperar e sempre. Seja para comprar alguma coisa que quisesse, receber uma carta pelos Correios ou até mesmo ver na televisão a um programa. De acordo com um profissional da área, o esperar estimulou a capacidade de autocontrole bem como de deixar alguns desejos para frente.

Essas habilidades acabam sendo valorizadas quando se chega à vida adulta pela psicologia.

4. Brincadeiras livres e com falta de supervisão: As crianças crescidas nos 60' e 70' podiam brincar nas ruas e sem a ajuda de adultos tanto tomavam decisões quanto resolviam as rixas com os amigos. 

Um estudo publicado na Scientific American apontou que o fato de se brincar de forma livre fez que fossem desenvolvidas da negociação a autoconfiança passando pela tomada de decisões.

5. Independência aprendida de maneira precoce: Um cenário comum era ver as crianças retornarem para casa sozinhos, fazerem as próprias refeições ou solucionarem problemas pequenos no dia a dia.

A chamada autonomia precoce levava a uma autoconfiança mais forte e também ao senso de competência que cada um de nós temos.

6. Consequências reais e que podiam ser vistas: A vida não passava por "filtro" algum. Os momentos de tristeza, de perda e os conflitos eram parte do dia a dia e, dessa forma, se aprendia a lidar com os sentimentos difíceis e a entender que eles são parte da vida.

7. Vida de poucos recursos: Fazer reparos, usar de novo e cuidar do era seu era algo bem constante. A falta ensinava a dar valor ao que se tinha, se engenhoso e achar soluções com o que se tinha.

8. Aprender com os adultos: Não se aprendia através de discursos e sim pelo exemplo. Seja pelo trabalho, seja por assumir as responsabilidades ou por enfrentar os problemas diários. O aprendizado se dava pela observação.

9. O importante papel da comunidade: A chamada rede de apoio existia e era formada pela família e pelos vizinhos. As crianças não eram criadas apenas por pessoas da família, e sim por quem estava naquela comunidade, que colocava limites, ditava normas e impunha cuidados.

O modelo de aprendizado debatido atualmente

A psicologia não quer dizer que esse modelo dos anos 1960 e 1970 é o melhor e tampouco que se deve imitar sem alteração alguma. Porém, indica que umas habilidades acabaram sendo desenvolvidas de forma natural nos anos 60' e 70'.

Entre elas, a paciência, a resiliência e a autonomia, que hoje exigem ser ensinadas de maneira intencional e num ambiente dominado pela hiperconectividade e também pelo imediatismo.

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Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
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