Se você quer que seu filho seja feliz, estas 12 regras práticas de parentalidade, elaboradas por um especialista em felicidade, irão te ajudar a alcançar esse objetivo
Publicado em 3 de dezembro de 2025 às 15:06
A autora best-seller Gretchen Rubin revela as regras de criação de filhos que aprendeu ao longo dos anos - não apenas como especialista, mas também como mãe.
Se você quer que seu filho seja feliz, estas 12 regras práticas de parentalidade, elaboradas por um especialista em felicidade, irão te ajudar a alcançar esse objetivo Quando uma criança está emocionalmente desregulada, insistir em continuar uma atividade pode levar a um maior desinteresse As crianças não querem a pressão de sentir que o humor ou a perspectiva dos pais dependem do seu comportamento Diga olá e adeus com amor: O carinho e as microinterações positivas fortalecem o apego seguro Encontre pequenas maneiras de celebrar: Ao incorporar pequenas tradições, transformamos um dia comum em um dia especial e inesquecível
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Gretchen Rubin, especialista na ciência da felicidade, tem como objetivo criar vidas mais felizes e significativas. Embora tenha estudado Direito na Universidade de Yale e até trabalhado como assistente jurídica para Sandra Day O'Connor, ela percebeu que seu caminho era outro e agora é autora de um livro best-seller do New York Times, dedicado a explorar soluções práticas para viver uma vida mais plena.

Ela mesma explica à CNBC que muitas de suas reflexões "se concentram em um dos papéis mais importantes que desempenhamos: criar filhos felizes e bem-ajustados". Estas são as 12 regras de parentalidade que, como mãe e especialista em felicidade, ela sempre segue.

12 REGRAS DE PARENTALIDADE PARA FAZER UM FILHO FELIZ

Ajuste e pare quando necessário: Neste ponto, Rubin fala sobre “ajustar suas atividades às necessidades deles no momento”. Isso não significa fazer o que a criança quer o tempo todo, mas sim não forçá-la a fazer certas atividades só porque você acha que ela vai gostar. Se você tem grandes planos com seu filho, mas ele não está cooperando porque está com raiva, triste ou nervoso, faz parte da sensibilidade parental ajustar esses planos. Quando uma criança está emocionalmente desregulada, insistir em continuar uma atividade pode levar a um maior desinteresse. Além disso, estudos sobre corregulação indicam uma relação bidirecional entre a reatividade emocional da criança e a resposta dos pais.

Mantenha-se emocionalmente estável: Rubin argumenta que “ao nos esforçarmos para manter a calma, ajudamos nossos filhos a se manterem calmos”. Isso é conhecido como corregulação: regular o próprio estado emocional para poder apoiar a criança. Isso é especialmente útil quando uma criança está fazendo birra, mas também em qualquer outro momento, porque, como explica a especialista, “as crianças não querem a pressão de sentir que o humor ou a perspectiva dos pais dependem do seu comportamento”, e isso pode causar sérios problemas para elas no futuro.

Diga olá e adeus com amor: O carinho e as microinterações positivas fortalecem o apego seguro e, segundo Rubin, “essa pequena ação faz uma grande diferença para as crianças, promovendo uma atmosfera de ternura e cuidado em casa”. 

Encontre pequenas maneiras de celebrar: Sabemos que rituais familiares e pequenas tradições aumentam a coesão, reduzem conflitos e melhoram a regulação emocional nas crianças. Ao incorporar pequenas tradições, transformamos um dia comum em um dia "especial e inesquecível", como destacou a especialista.

Diga não apenas quando for realmente importante: Neste ponto, Rubin faz uma observação simples, mas frequentemente esquecida: crianças são crianças. Elas não se comportarão como adultos enquanto forem crianças, e nós, como pais, não devemos ficar dizendo "não" o tempo todo. Se elas quiserem usar saia e calça juntas, se fantasiar de fada na segunda-feira ou ouvir uma música repetidamente, deixe-as. Limites são importantes para as crianças, mas os pais devem reservá-los para questões essenciais e vitais, como segurança, respeito e saúde. Não podemos limitar absolutamente tudo. Reduzir proibições desnecessárias também reduz discussões e melhora a cooperação.

Adapte sua abordagem à personalidade da criança: Em sua pesquisa, Rubin afirma que existem diferentes "tipos" de crianças com base em seu comportamento. Ela identifica quatro tendências: a conformista, que segue regras e atende prontamente às expectativas externas e internas; a questionadora, que questiona todas as expectativas e só se conforma se acreditar que fazem sentido; a defensora, que se esforça para atender às expectativas externas, mas tem dificuldades com as internas; e a rebelde, que resiste a todas as expectativas, tanto externas quanto internas. Adaptar a comunicação a cada tipo de criança é fundamental, pois algumas precisarão de explicações, enquanto outras não, por exemplo.

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Procure encontrar humor nas situações sempre que possível: “Isso inclui estar disposto a rir de si mesmo”, aconselha a especialista. O humor reduz o estresse dos pais e pode amenizar alguns conflitos menores, pois as emoções positivas atuam como amortecedores. Segundo Rubin, “os acidentes são muitas vezes o que geram as melhores lembranças”.

Destaque os pontos fortes e os talentos do seu filho: Em vez de dizer “Que ótimo que você fez x”, elogie as habilidades da criança, independentemente do resultado. Isso porque pesquisas mostram que elogiar algo que ela fez só a motiva a buscar mais elogios. Em contrapartida, a teoria da autoeficácia de Albert Bandura afirma que identificar os pontos fortes aumenta a motivação e a autoestima. “Tanto para crianças quanto para adultos, pode ser difícil identificar os próprios pontos fortes. Os pais podem ajudar os filhos a reconhecê-los”, explica o especialista.

Reconheça os sentimentos das crianças: “Quando negamos os sentimentos das crianças, elas se sentem frustradas e ignoradas”, explica Rubin. Em vez de dizer que elas não deveriam ter medo de palhaços, ela responde com empatia e simplesmente verbaliza o que a criança está sentindo: “Da última vez que fomos ao circo, você achou os palhaços muito engraçados, mas agora eles te assustam”. Caroline Fleck, psicóloga e professora adjunta da Universidade Stanford, afirma que validar as emoções das crianças, mesmo quando elas fizeram algo errado, ensina-as a não se envergonharem de seus sentimentos e desenvolve sua inteligência emocional.

Não faça muitas perguntas sobre a dor deles: “Às vezes, quando conversamos com nossos filhos, fazemos perguntas que os levam a se concentrar nos aspectos negativos do dia”, explica Rubin. Perguntamos se eles ainda estão bravos com aquele amigo, se a aula ainda está chata, se ainda estão cansados… Focar no negativo pode dar destaque a emoções desagradáveis, o que pode levar à ruminação. “Queremos responder com compreensão se uma criança quiser falar sobre um assunto difícil, mas não queremos incentivá-la a se concentrar na pior parte da sua experiência”, explica a especialista.

Facilite as tarefas diárias: É normal que nós, adultos, esqueçamos o quão complicadas certas tarefas podem ser para uma criança. Rubin sugere, por exemplo, colocar um banquinho na cozinha ou guardar os pertences da criança nas prateleiras mais baixas. Dessa forma, também facilitamos a participação dela nas tarefas domésticas desde cedo e, segundo Harvard, isso contribui para o desenvolvimento de uma maior inteligência emocional na vida adulta.

Lembre-se que os dias são longos, mas os anos são curtos: “Quando seu filho te deixa louco, mantenha a calma lembrando que essa fase logo vai passar. É mais fácil manter a serenidade e o bom humor quando nos lembramos de como a infância é passageira”, explica Rubin. Isso nos lembra que, mesmo que não sejam os melhores dias, uma das melhores maneiras de fazer seu filho feliz é ser feliz você mesmo.

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Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
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