Virgínia Fonseca tem mais uma dor de cabeça com a WePink após o ex-marido, Zé Felipe, pedir parte dos lucros. A empresa terá que pagar uma indenização de R$ 5 milhões por dano moral coletivo. A marca de cosméticos firmou um acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e a dívida será quitada em 20 parcelas de R$ 250 mil.
Segundo informações publicadas pelo G1, as investigações apontam que a WePink teve práticas comerciais abusivas. Entre elas, atrasos prolongados na entrega de produtos, ausência de reembolsos e descumprimento de ofertas, em violação ao Código de Defesa do Consumidor.
Segundo o MP, Virgínia anunciou um perfume da WePink com desconto nas redes sociais, mas não comprovou que tinha estoque, o que configurou um descumprimento da liminar.
O pagamento da indenização será feito ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEDC). A empresa também garantiu que vai restituir em dobro os valores pagos por clientes que comprovarem danos.
Além do pagamento milionário, a WePink terá que seguir uma série de determinações impostas no acordo firmado. Entre elas, sempre comprovar que há estoque físico ou capacidade real de produção antes de realizar campanhas, o que inclui as famosas lives de Virgínia. Para comprovar disponibilidade, a empresa deverá adotar sistemas auditáveis, acessíveis ao MPGO e ao consumidor.
A WePink está proibida de vender sem estoque ou de fazer pré-venda sem informações sobre prazos de fabricação e entrega. A empresa também deverá implementar um serviço de atendimento sem robôs, com resposta inicial em até 24 horas, fornecimento de protocolo e acompanhamento em tempo real de reembolsos e rastreamentos.
Reclamações sobre cancelamentos ou pedidos de reembolso deverão ser solucionadas em até sete dias, especialmente quando se trata de arrependimento.
A WePink será multada caso haja exclusão indevida de comentários ou avaliações nas plataformas oficiais. Além de Virgínia, Samara Pink, Thiago Stabile e Lucas Chaopeng completam o quadro societário.