Como reagir aos conselhos não pedidos da sua família durante a ceia de Natal? Você vai demonstrar grande inteligência emocional
Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 18:10
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
A ceia de Natal em família está chegando e, com ela, o medo dos conselhos indesejados? Se você se sente julgado por opiniões não pedidas, saiba que é possível defender seu espaço com inteligência emocional. Descubra como manter a calma e a autonomia diante das 'sugestões' que vêm de todos os lados
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Com o Natal chega também algo que muita gente teme: as reuniões familiares e de amigos. E o temor existe porque é muito habitual que se sente-se à mesa o clássico "cunhado", que dá sua opinião a respeito de absolutamente tudo, mesmo que ninguém o pergunte. Ou talvez sejam os seus pais que te julguem, um amiga, o seu tio ou seu avô.

Talvez você possa se sentir triste porque acabou de terminar um relacionamento ou porque perdeu o emprego ou mesmo porque não consegue se encontrar no meio de todo o caos que é a vida... E aí alguém ainda te dá um conselho que você nem pediu.

Esses conselhos não pedidos machucam. E doem porque ameaçam a autonomia e podem reduzir nossa confiança para enfrentar os desafios. Sentimos esse julgamento sobre nossas cabeças e isso atinge a nossa eficácia, que por sua vez atinge a confiança ligada à motivação, resiliência e êxito profissional.

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Conselho não pedido pode causar sensação de julgamento

Eu adoraria dizer que se te dão uma opinião não pedida a melhor forma de se responder seria dizer "quem dera que sua opinião fosse uma pizza, aí sim eu a pediria". 

Porém, se você busca usar algo além da inteligência emocional e um pouco de sarcasmo e humor, a dra. Shadé Zahrai compartilhou na CNBC cinco frases para responder a esses conselhos não pedidos e de uma forma certeira.

A psicologia expert em alto rendimento e liderança assegura que "quando alguém aparece com um conselho 'útil' que você não pediu ao invés de se sentir apoiado, você se sente julgado e questionado.

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1 - 'Obrigado. Vou levar em conta'

Segundo Zahrai, "esta é uma forma educada de reconhecer o apoio de alguém sem ser egocêntrico". Nos conseguimos marcar um limite mais suave que deixa claro que a decisão sobre o que fazer ou não é somente tua. "É ideal para contextos profissionais e pessoais em que você deseja manter uma atitude cortes, mas evitando novas opiniões", explica a especialista.

2 - 'É uma visão útil, mas prefiro...'

"Isso demonstra que você escuta a opinião e que decide como agir", explica Zahrai, ou seja, ajuda você mesmo a manter a autonomia. Para a especialista, é especialmente útil quando você está compartilhando alguma coisa sem saber o que fazer a respeito ou que atitude quer tomar à mesa quando há alguém que te diga o que fazer, mesmo sem você pedir sua opinião.

É ideal quando quem te aconselha seja um chefe, um mentor ou seus pais porque "eles permitem que você reconheça neles autoridade sem deixar de serem firmes", porém Zahri adverte que "se o conselho vem de alguém com mais experiência pode ser que tenha sentido seguir suas orientações a menos que tenha uma razão muito forte para não fazê-lo".

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3 - 'Obrigado pela sua colaboração. Eu já tenho um plano para isso'

Com essas duas frases o que você consegue é que quem escuta perceba que você tem tudo sobre controle e consegue encerrar o assunto de forma respeitosa, reduzindo a possibilidade de ter o conselho repetido, porque você foi enfático. "Use isso para conselhos repetidos ou insistentes, como um membro da família que não tem confiança em você para tomar suas próprias decisões", explica Zahrai.

4 - 'Isso significa muito. Agora mesmo valorizo mais o apoio que as soluções'

Você pode compartilhar alguma coisa com a intenção de receber um abraço, uma palavra de conforto ou simplesmente para se sentir escutada. Quando não existe uma validação emocional, pode repetir esse conselho que te dão usando a frase "agora mesmo valorizo mais o apoio que as soluções", levando a outra pessoa até o que você necessita: apoio.

Zahrai assegura que "protege sua sensação de controle" e é mais útil "quando amigos ou familiares te dão conselhos porém o que realmente necessita é empatia e alguém que te ouça".

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5 - 'Te entendo. Se precisar de mais orientações, te peço'

De novo estamos sendo assertivas ao estabelecer um limite claro, porém também exaltando o esforço da outra pessoa. "Esse foco evita comentários desagradáveis não solicitados e permite a busca de conselhos por conta própria", explica a especialista. Isso faz a porta ficar aberta para um futuro conselho (só se você pedir), e serve para "encerrar de forma firme a conversa, como quando você é bombardeado com o "deveria"", assegura Zahrai.

No entanto, em todos os casos e como adverte a especialista, o tom é importante. Busque um tranquilo, firme e respeitoso porque são eles que fazem as respostas funcionarem. "Os conselhos sempre chegarão, querendo ou não. O poder existe em como você os recebe". Dessa forma fica claro que é só você quem tem o controle da sua vida.

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