Lucía Aguado, treinadora, sobre a maneira mais eficaz de fazer caminhadas para perder gordura: ‘Caminhar com inclinação otimiza mais o tempo do que caminhar rápido’
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 15:01
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Adicionar alguns graus de inclinação à caminhada pode transformar completamente o treino e torná-lo mais eficaz, sobretudo durante a menopausa
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Caminhar pode parecer uma atividade física muito simples, mas proporciona inúmeros benefícios.

Segundo uma publicação dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), a prática regular pode reduzir o risco de desenvolver pressão alta, diabetes e doenças cardíacas, além de fortalecer ossos e músculos, ajudar na manutenção de um peso saudável e contribuir para melhorar o humor.

Trata-se de uma forma simples de se exercitar, de baixo impacto e fácil de manter ao longo do tempo. 

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Se o objetivo também for controlar o peso e a gordura corporal em fases como a perimenopausa e a menopausa, a caminhada pode se tornar uma grande aliada.

Por que caminhar é ainda mais importante na menopausa

Durante esse período, ocorrem mudanças hormonais, mais especificamente a redução dos níveis de estrogênio, acompanhadas por alterações na composição corporal que favorecem o aumento da gordura abdominal e a perda progressiva de massa muscular e força.

Essas transformações também podem afetar a saúde metabólica e cardiovascular. Por esse motivo, manter-se ativa e cuidar da saúde durante essa fase da vida se torna ainda mais importante.

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Segundo a ciência, há estudos indicando que, entre mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa, caminhar proporciona melhorias significativas no peso corporal, no índice de massa corporal (IMC) e no percentual de gordura. 

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A inclinação aumenta o esforço sem exigir mais velocidade

Se acrescentarmos inclinação ao terreno, porém, podemos transformar a caminhada em uma atividade mais exigente sem precisar correr.

“Caminhar com inclinação otimiza mais o tempo do que caminhar rápido”, afirma a treinadora e especialista em fitness Lucía Aguado em um vídeo publicado em suas redes sociais.

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Para sustentar a explicação, ela cita um estudo publicado em 2011 na revista científica Medicine & Science in Sports & Exercise, que analisou os efeitos metabólicos e biomecânicos de diferentes combinações de velocidade e inclinação na caminhada de adultos com obesidade.

Se você optar por realizar essa atividade na esteira da academia, existe uma combinação específica de inclinação e velocidade que pode melhorar os resultados.

“Caminhar a 2,7 quilômetros por hora, que é um ritmo muito lento, mas com uma inclinação de seis graus, queima exatamente a mesma quantidade de energia que caminhar a 7,5 quilômetros por hora em uma superfície plana”, explica.

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O que muda para os músculos e os joelhos

Isso acontece porque caminhar em uma subida obriga o organismo a trabalhar mais, aumentando o gasto metabólico e elevando a intensidade cardiovascular, tudo isso sem a necessidade de aumentar demais a velocidade.

“Em uma subida, seus músculos utilizam até 60% de sua potência para empurrar o peso do corpo para cima. Quando você caminha em uma superfície plana, porém, esse gasto cai para 15%. Além disso, como você se desloca mais devagar, o impacto sobre os joelhos diminui entre 19% e 26%”, afirma Lucía.

O que isso significa? Que a subida aumenta a exigência sobre os músculos das pernas, especialmente os glúteos e as panturrilhas, transformando uma caminhada convencional em uma atividade com um componente muscular maior.

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A caminhada inclinada não substitui o treino de força

Mas atenção: caminhar com inclinação não substitui o treino de força, pois os dois proporcionam estímulos diferentes, embora sejam complementares.

O treino de força ajuda a preservar e desenvolver os músculos diante da perda que ocorre nessa fase da vida, ou seja, a partir dos 40 anos e durante a transição para a menopausa, período que aumenta ainda mais o risco de redução da massa e da força muscular.

Portanto, combinar os dois tipos de treinamento pode ser uma fórmula muito eficaz para ganhar músculos e perder gordura durante a menopausa.

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