Na vida adulta, em especial depois dos 50 anos, o colesterol se torna um problema comum para muitas pessoas. Muitas vezes, as taxas elevadas de LDL, considerado o 'colesterol ruim', podem vir acompanhadas de diversos remédios e uma dieta regrada, sem gorduras e alimentos ultraprocessados. É aí que uma comida baratinha e que tem seu espaço na rotina de Kate Middleton é uma aliada e tanto.
Kate Middleton, que recentemente enfrentou um quadro delicado de câncer, costuma comer uma tigela com aveia e frutas todos os dias, incorporando a mistura com iogurte para dar um sabor e textura extra. Rica em fibras, a aveia é considerada um superalimento e muitos não sabem de seus efeitos na saúde.
Um dos seus benefícios é o controle do colesterol: "O colesterol alto é um fator de risco significativo e conhecido para o desenvolvimento de doenças cardíacas. Encontrar diferentes maneiras de reduzir o colesterol nos ajudará a diminuir o impacto das doenças cardíacas em nossa sociedade", explica o cardiologista Cheng-han Chen.
Em uma pesquisa recente, cientistas observaram que comer aveia pode reduzir os níveis de LDL, o colesterol ruim, em até 10%.
Um estudo publicado na Nature Communications analisou o efeito de mudanças na dieta à base de aveia sobre o colesterol e outros marcadores de saúde cardiovascular. Os pesquisadores acompanharam 66 pessoas com síndrome metabólica, ou seja, um conjunto de sinais que eleva o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, incluindo pressão alta, glicemia elevada, sobrepeso e níveis anormais de lipídios no sangue.
Na prática, os participantes foram separados em duas propostas diferentes, em curto e longo prazo, onde o primeiro grupo recebia refeições com a presença da aveia, enquanto o outro recebia refeições com macronutrientes semelhantes, mas sem aveia.
No curto prazo, o grupo da aveia consumiu três refeições à base de aveia durante dois dias e, em seguida, retornou à sua dieta habitual pelo restante das seis semanas do estudo. Já o grupo de controle recebeu três refeições padronizadas por dia, durante dois dias, com conteúdo de macronutrientes semelhante ao do grupo da aveia, mas sem a presença de aveia, e retornou à sua dieta regular pelas seis semanas restantes.
No estudo de longo prazo, os participantes também foram divididos em grupo de aveia e grupo controle, mas o consumo foi mais leve. O grupo da aveia substituiu uma refeição por dia por mingau de aveia durante seis semanas, mantendo sua dieta regular nas demais refeições. Enquanto isso, o grupo de controle manteve suas dietas regulares, sem aveia, durante as seis semanas completas.
Os exames de acompanhamento chamaram atenção por um detalhe: a estratégia de dois dias foi a mais eficaz na redução do colesterol, diminuindo os níveis de LDL em cerca de 10%. Outro ponto observado é que parte do efeito pode ter se mantido mesmo depois do fim da aveia, o que levantou discussões sobre a durabilidade do resultado.
Para o cardiologista Andrew M. Freeman, a aveia continua beneficiando o organismo mesmo depois de seu consumo: "Os autores observam que os valores de colesterol tenderam a permanecer abaixo da linha de base durante um acompanhamento de seis semanas sem aveia, indicando uma possível 'redefinição' fisiológica duradoura em alguns participantes", disse.
Segundo especialista, a aveia tem altos níveis de fibra solúvel. Para o Dr. Chen, isso ajuda no papel do intestino no metabolismo do colesterol, já que "o efeito redutor do colesterol causado pelo consumo de aveia pode ser resultado dos produtos da digestão da aveia no nosso intestino".
Apesar da riqueza em fibras, a aveia também deve ser consumida com precaução para um grupo de pessoas: "Pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten devem optar por aveia certificada sem glúten, e quem aumentar a ingestão de fibras deve fazê-lo gradualmente para evitar desconforto digestivo", alerta a autora Keri Gans.