O conclave, processo que vai definir o novo papa após a morte de Francisco, no último dia 21, tem previsão de início para o dia 07 de maio. Completamente isolados do mundo, os 135 votantes não terão à disposição pizzas, massas ou qualquer delícia italiana durante estes dias.
Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, os cardeais se alimentarão de uma comida “semelhantes às servidas nos hospitais”. Entre os pratos, estão sopa, espaguete, espetinhos de carne, bruschettas e vegetais cozidos. Foi este, aliás, o cardápio do último conclave, há 12 anos. Todas as refeições serão preparadas pelas freiras da Capela Sistina.
Mas engana-se quem pensa que a idade avançada dos cardeais foi o principal motivo de um banquete, digamos, sem graça. Ainda de acordo com o jornal, a ideia é que, com a simplicidade e falta de variedade da comida, o processo não dure tantos dias e, muito em breve, o mundo conheça o novo papa.
A comida - ou melhor, a escassez dela - foi determinante para o fim do conclave mais longo da história, no século XIII. O Papa Gregório X foi eleito, em um processo que durou 2 anos e 9 meses. A eleição demorou tanto tempo, especialmente, pela dificuldade em se alcançar o número exigido de 2 terços de votos favoráveis.
O conclave só chegou ao fim após a revolta da população, que, insatisfeita com a demora, impediu a entrada de alimentos no local, com o objetivo de acelerar o processo. E deu certo. Além disso, os moradores locais arrancaram o telhado do prédio onde os cardeais estavam reunidos.
O papa eleito na época chegou a criar um decreto que determinava que os cardeais só teriam uma refeição por dia se o conclave durasse mais de três dias. Se o processo chegasse ao nono dia, a alimentação seria restrita a pão, vinho e água. No entanto, esta determinação não durou muito.