Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, voltou a se envolver em uma polêmica após participar de uma gravação de conteúdo adulto com Rafa Martinz e Tadalafellas. Um dos elementos do vídeo, um taco de madeira, provocou forte repercussão nas redes sociais por ter sido associado por internautas ao crime que levou Cristian à prisão.
O conteúdo acabou sendo apagado após as críticas. Na sequência, Cristian e Rafa Martinz se manifestaram sobre a repercussão e pediram desculpas. Os dois afirmaram que a gravação não tinha como objetivo fazer referência ao assassinato dos pais de Suzane von Richthofen.
A controvérsia, porém, também teve consequências profissionais. Cristian, Rafa Martinz e Tadalafellas foram banidos de plataformas de conteúdo adulto, entre elas a Fatal Fans e a Privacy.
A gravação que desencadeou a nova polêmica mostrava Cristian ao lado de Rafa Martinz e Tadalafellas em uma produção de conteúdo adulto. A presença de um taco de madeira chamou a atenção do público e fez com que internautas relacionassem a cena ao assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen. Cristian foi condenado pela participação no crime ocorrido em 2002. Na ocasião, os pais de Suzane foram mortos dentro da própria casa, em São Paulo.
Após a repercussão negativa, o vídeo foi retirado do ar. Cristian e os demais envolvidos também se posicionaram para negar que a intenção da gravação fosse fazer uma alusão ao caso.
A repercussão ultrapassou as redes sociais e chegou às plataformas nas quais os envolvidos produziam conteúdo. A Fatal Fans anunciou o banimento de Cristian Cravinhos, Rafa Martinz e Tadalafellas.
Em comunicado, a plataforma afirmou que não aceita situações que possam associar seus criadores a práticas ilegais ou prejudicar a imagem do segmento de conteúdo adulto. “Qualquer associação com práticas ilegais ou que coloquem em risco a credibilidade da nossa categoria representa um retrocesso. E nós não aceitamos retrocessos”, afirmou a Fatal Fans.
A plataforma também destacou a defesa de uma atuação profissional por parte dos criadores de conteúdo adulto e ressaltou a importância da responsabilidade dentro do mercado. “Estaremos sempre ao lado de quem constrói sua trajetória com seriedade e de quem ajuda a transformar a realidade dessa comunidade. Juntos, nossa comunidade será mais forte e respeitada”, concluiu a empresa.
A Privacy também anunciou medidas contra os três envolvidos. Segundo a plataforma, foram identificadas publicações que violavam seus Termos de Uso. A empresa informou que aplicou a punição máxima prevista e explicou que trabalha com mecanismos de verificação de identidade, análise de conteúdo e monitoramento ativo. “A plataforma opera com verificação de identidade, análise de conteúdo e monitoramento ativo”, afirmou a Privacy em nota.
A empresa não detalhou publicamente, no comunicado reproduzido, qual elemento específico da gravação motivou a punição, limitando-se a informar que houve violação dos Termos de Uso.
Depois que o vídeo foi apagado e a repercussão aumentou, Cristian apareceu novamente ao lado de Rafa Martinz para falar sobre o episódio. Rafa afirmou que os dois não tiveram intenção de provocar ou relacionar a gravação ao caso Richthofen e pediu desculpas pela repercussão causada.
“A gente apagou o nosso último vídeo, a gente não quis agredir a sociedade nem gerar esse ódio todo. Naquele momento, foi uma brincadeira que a gente fez, a gente não quis relacionar ao caso que aconteceu. Então, a gente está aqui para pedir desculpa por isso”, afirmou.
Cristian também se desculpou. Ao comentar a repercussão, o ex-presidiário afirmou que sente vergonha do crime pelo qual foi condenado e negou que o taco tivesse sido utilizado com a intenção de fazer uma analogia ao assassinato.
“Já falei, todo mundo sabe, tenho muita vergonha de tudo o que aconteceu no passado. [...] Peço perdão, não foi nossa ideia fazer analogia ao caso Richthofen. Só que, infelizmente, uma infeliz ideia de trazer o bastão, trouxe com que a mídia fizesse a analogia, não tem nada a ver”, declarou.
Cristian Cravinhos ficou conhecido nacionalmente por sua participação no assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 31 de outubro de 2002.
Ele e o irmão, Daniel Cravinhos, foram responsáveis pela execução do casal, enquanto Suzane von Richthofen foi condenada por participação no planejamento do crime. O caso se tornou um dos mais conhecidos da história criminal brasileira.
Em 2006, Cristian foi condenado a 38 anos e seis meses de prisão pelos crimes relacionados ao assassinato dos pais de Suzane.
Ao longo do cumprimento da pena, ele chegou a obter progressão para o regime aberto, mas voltou a ser preso após um episódio ocorrido em 2017. Na ocasião, foi acusado de agredir uma mulher, sair da comarca sem autorização judicial e tentar subornar policiais. Posteriormente, foi condenado por corrupção ativa.
Em março de 2025, a Justiça autorizou Cristian a cumprir o restante da pena em regime aberto. Ele se tornou, assim, o último dos três condenados pelo crime a obter o direito de cumprir a pena fora do regime fechado.