Gisele Bündchen precisou cancelar às pressas sua participação na edição 2026 do icônico Victoria's Secret Fashion Show, que ocorreu no último dia 18. Aos 46 anos, a top brasileira homenageada em fantasia de Halloween de Virginia Fonseca sofreu uma fratura em um dos pés e passou a fazer uso de muletas e bota ortopédica.
Adepta de uma rotina que inclui atividades físícas e dieta balanceada e rica em proteínas, a supermodelo gaúcha chamou atenção de muita gente por conta da fratura. Vale destacar que não há, até o momentos, detalhes de como Gisele fraturou o pé.
E será que mesmo quem uma vida fitness pode ser surpreendido com uma lesão nesse nível de gravidade? A resposta é sim. Até porque, sabe-se que quando há sobrecarga nos exercícios existe a possibilidade de haver tanto queda quanto torções e lesões diante de movimentos realizados de forma repetitiva.
Especialsita em Clínica Médica e pós-graduada em Nutrologia, a média Gabriela Rossmam ressalta que durante o envelhecimento, a mulher deve-se atentar para a preservação da massa muscular como forma de manter a saúde em dia. "Não basta perder quilos rapidamente. Precisamos observar de onde vem essa perda. Quando a mulher emagrece sacrificando massa muscular, pode comprometer a força, a funcionalidade e o controle metabólico. O tratamento deve priorizar a redução de gordura corporal quando necessária, mas também a preservação dos músculos", explica.
Ainda nos voltando para as mulheres +40 anos, especialistas afirmam que o desafio é tanto manter peso ou aparência física sem causar danos à força, mobilidade e resistência. Por isso, o treinamento de força contribui para diminuir a chance de quedas. Já aquelas atividades voltadas para sustentação do peso corporal têm possibilidade de manter a densidade mineral óssea.
Mas vale um alerta: cada pessoa precisa receber um treinamento adaptado. Isso tanto na musculação, caminhada ou quando se pratica exercícios de impacto. E quanto mais se aproxima da menopausa, o grau de cuidado tem que ser maior. Mas por quê?
Acontece que o estrogênio passa a enfrentar uma redução progressiva e como consequência há chance da massa óssea sofrer uma perda de maneira mais veloz, podendo levar a quadros de osteoporose e osteopenia. Por sua vez, alterações na composição corporal têm chance de favorecer a perda muscular.
Dessa maneira e em especial mulheres que têm na família quadros de osteoporose ou fratura precisam se atentar aos exercícios físicos e alimentação seguindo orientação médica. "Muitas pessoas acreditam que cuidar do metabolismo significa apenas reduzir calorias. Mas o sono, o estresse e a atividade física também participam desse processo. Dormir pouco pode aumentar a fome e dificultar escolhas alimentares equilibradas. Por isso, precisamos olhar para a rotina de maneira integral", acrescenta a endocrinologista Dra. Patrícia Gracitelli.
E aí aquelas dietas com restrição em excesso podem se tornar um problema uma vez que a ingestão de nutrientes fundamentais para músculos e ossos pode ser comprometida. Ao mesmo tempo, a suplementação não é recomendada de maneira indiscriminada.
Já sobre um quadro de fratura, qual é o tempo em média para a consolidação óssea inicial? Em alguns casos, esse tempo fica entre seis e oito semanas, contudo há possibilidade de chegar aos três meses e até passar esse período. Imobilização, fisioterapia e cirurgia são essenciais dependendo do nível da fatura.
Para se chegar à conclusão de recuperação é preciso avalar o osso, a força muscular e se a pessoa é capaz de suportar cargas sem levar a danos na parte já lesionada. Sem liberação médica, corrida, saltos ou treinos intensos podem piorar o quadro.