Renato Góes revelou ter recebido diagnóstico de vitiligo. A doença de pele é caracterizada pela perda de pigmentação da pele e afetou outras personalidades famosas, como Michael Jackson. O ator, que interpreta Ivan Meirelles em “Vale Tudo”, foi acometido pela enfermidade com 12 anos.
A doença apareceu em uma época complicada da vida do jovem Renato: ele lidava com o divórcio dos pais, a puberdade e uma mudança de escola. O primeiro sinal foi uma mancha na coxa esquerda. “Eu ficava envergonhado. Na escola, ia só de calça. Na praia, de bermuda”, contou o artista em entrevista à revista GQ.
“As causas do vitiligo ainda são desconhecidas, mas já se sabe que fenômenos autoimunes, genéticos e alterações emocionais são fatores que estão relacionados com a doença, podendo desencadeá-la ou agravá-la. Além disso, pessoas que possuem histórico de vitiligo na família têm mais chance de sofrer com a doença”, explicou a dermatologista Dra. Jade Cury, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP).
Entre as doenças que podem estar associadas à vitiligo, estão problemas de tireoide, diabetes melito, alopecia areata, líquen escleroso e anemia perniciosa.
Não existe cura para o vitiligo, mas há formas de amenizar os impactos da doença, como o uso de protetor solar para evitar queimaduras. Os principais objetivos dos tratamentos são parar o aumento das lesões e repigmentar a pele.
“Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas, como tacrolimus derivados de vitamina D e corticosteroides”, explica a dermatologista. Além disso, os pacientes que têm tendência ou já sofrem com a doença devem evitar exposição solar prolongada sem orientação médica e ferimentos na pele, o que pode provocar novas lesões.
Além do acompanhamento médico, buscar ajuda psicológica também se faz necessário. “As lesões provocadas pelo vitiligo geram um impacto psicológico, profissional e social na vida do paciente, afetando sua qualidade de vida e autoestima”, detalha Jade.