Lucas, personal trainer: 'A partir dos 50 anos, caminhar com o peito erguido e os braços em movimento melhora a postura e aumenta a frequência cardíaca'
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 12:02
Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Este especialista explica como se deve caminhar para aproveitar ao máximo seus benefícios
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Caminhar é, provavelmente, o exercício mais acessível que existe. Não exige equipamentos, pode ser feito em qualquer idade e independentemente do condicionamento físico, além de caber em qualquer rotina, por mais apertada que seja. 

O problema é que costumamos fazer isso no piloto automático: a cabeça em outro lugar, as costas curvadas e o passo curto de quem está com pressa, mesmo sem estar.

E esse detalhe, que parece pequeno, é exatamente o que separa um simples passeio de um exercício que realmente trabalha o corpo inteiro. 

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Lucas, personal trainer especializado em movimento para maiores de 50 anos, explica isso claramente (@vidaactiva50 nas redes sociais e no YouTube). Sua proposta não envolve correr nem submeter o corpo a esforços desnecessários, mas sim transformar a caminhada em um gesto consciente.

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As costas mandam antes das pernas

A primeira coisa que Lucas corrige quando alguém começa a caminhar com ele é a postura. "Peito erguido e costas retas", resume. Ele explica o motivo: andar curvado ou olhando fixamente para o chão não apenas reduz a eficácia do exercício, mas também sobrecarrega o pescoço e a região lombar além da conta. 

É um erro comum, especialmente quando se caminha distraído ou com pressa, e um dos mais difíceis de corrigir porque quase ninguém percebe que o comete.

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Outro ponto enfatizado por Lucas é o balanço dos braços. Segundo ele, os braços "acompanham você em todos os exercícios", e caminhar não é exceção. 

Um movimento ativo e coordenado dos braços ajuda a manter o equilíbrio, melhora a postura geral e ativa ombros e costas, fazendo com que a caminhada deixe de trabalhar apenas as pernas e se torne algo mais global.

Elevar um pouco mais os joelhos

Com o passar dos anos, a passada tende a encurtar sem que percebamos. Para compensar isso, Lucas sugere elevar levemente os joelhos ao caminhar, sem forçar o movimento. "Quero que seus joelhos subam o suficiente, que cheguem até a altura dos quadris, se você puder", destaca, esclarecendo que não se trata de exagerar, mas de manter a intenção do movimento. 

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Esse pequeno ajuste ativa glúteos, quadríceps e quadris, três regiões fundamentais para manter a força e a estabilidade com o passar do tempo.

Encontrar um ritmo e não quebrá-lo. O ritmo é outro aspecto frequentemente corrigido por Lucas. Caminhar devagar demais ou aos trancos reduz boa parte dos benefícios cardiovasculares do exercício. O conselho dele é simples: "Não comece com muita força para depois parar. Mantenha o mesmo ritmo". 

Dessa forma, um ritmo constante permite que os batimentos cardíacos aumentem progressivamente, sem a necessidade de alto impacto ou treinos complexos.

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Equilíbrio e coordenação, a parte que quase ninguém treina

Em suas rotinas, Lucas combina a caminhada com movimentos cruzados e deslocamentos laterais. "Coordene-se, mexa braços e pernas, faça movimentos amplos", indica. Essa combinação trabalha a coordenação e o equilíbrio, duas capacidades que, a partir dos 50 anos, tornam-se determinantes para prevenir quedas e ganhar segurança ao se movimentar. 

Algo semelhante ocorre com outros exercícios de baixo impacto, como a caminhada do gorila, pensada exatamente para melhorar a força e o equilíbrio nessa faixa etária.

Não existe uma única forma correta de caminhar

Lucas também deixa claro que nem todo mundo precisa caminhar do mesmo jeito. Se houver desconforto nos joelhos ou quadris, a solução não é forçar, mas adaptar. "Se o impacto incomodar, não dê saltos. Mantenha os pés no chão, faça com mais suavidade, mas continue em movimento", explica.

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No fim das contas, a mensagem principal é simples: pernas, braços e costas podem trabalhar juntos em uma simples caminhada, desde que você caminhe com atenção. "Seu corpo e sua saúde vão agradecer", resume Lucas. Não se trata de contar passos, mas de se mover melhor.

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