Chegar a uma determinada idade também implica aprender a treinar de outra maneira, e poderíamos dizer que foi isso o que aconteceu com Elsa Pataky aos 49 anos. Durante anos, o ioga foi uma das disciplinas favoritas da atriz; inclusive, em suas redes sociais, ela sempre compartilhava muitas de suas rotinas. No entanto, com o passar do tempo, ela foi modificando seus treinos e reconhece que agora seu corpo pede outra coisa.
"Antes eu fazia ioga, mas para as articulações acho que começa a ser demais com a idade. O pilates me ajuda mais, porque são alongamentos mais delicados, mais concentrados. Foca muitíssimo no core, que é muito importante para se manter ereta, para se manter forte, em toda a parte torácica", destaca esta publicação.
Atualmente, ela pratica Pilates duas vezes por semana, uma disciplina que a ajuda a fortalecer a musculatura, mas também a melhorar a postura, ganhar mobilidade e reduzir o risco de lesões, algo especialmente importante a partir dos 40 e 50 anos.
Embora reconheça que nem sempre é fácil encontrar forças para treinar depois de um dia intenso, ela garante que a recompensa vale a pena. "Há dias que parecem uma batalha difícil, porque você está com a energia muito mais baixa ou passou o dia todo trabalhando e, justamente treinar, não é o que você mais quer. Mas como dá uma satisfação tão grande depois, penso que essa é a minha meta e se torna mais agradável", compartilhou em uma entrevista à Telva.
Se há um tipo de exercício ao qual Elsa Pataky dá um maior protagonismo, esse é o treinamento de força. A atriz passa anos levantando peso e considera que manter uma boa massa muscular é um dos melhores investimentos para envelhecer com saúde. E afinal, quem não se lembra das publicações de Elsa levantando pesos ou arrastando blocos pesados em seus treinos? "O músculo é o melhor agente antienvelhecimento, mas deve ser acompanhado de alongamento, equilíbrio, relaxamento e recuperação", afirma.
E cuidado, porque a atriz tem clareza de que seus treinos se baseiam no trabalho de alta resistência e, inclusive, está à vista o físico espetacular que ela exibe aos 49 anos. Segundo ela mesma garantiu, busca terminar cada treino com a sensação de ter dado o máximo: "Eu faço exercício com muito peso, me concentro muito nas pernas... o meu desafio é que, quando eu terminar, não consiga subir as escadas, minhas pernas tremiam... se você não sair da academia com a sensação de estar fadigada, é porque não fez nada e não vai construir músculo", garante.
À sua rotina ela também adicionou, há anos, a equitação, um esporte que ama e compartilha sempre que pode em seu Instagram. Inclusive, em uma de suas últimas publicações, faz referência à sua felicidade por competir nos fins de semana com seu cavalo Indi.
Mas além disso, a tudo isso somou um novo treino, conhecido como "método norueguês", que consiste em realizar intervalos de alta intensidade alternando blocos de quatro minutos de esforço muito intenso com outros quatro minutos de recuperação ativa caminhando. Este sistema é projetado para melhorar a capacidade cardiovascular e aumentar o VO₂ máximo, um dos melhores indicadores de saúde cardiorrespiratória e longevidade. "É duro, mas eu gosto. Eu amo desafios", garante.
Trata-se de um protocolo desenvolvido pelos pesquisadores Jan Helgerud e Jan Hoff, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. É um treinamento intervalado de alta intensidade no qual se trabalha entre 85% e 95% da frequência cardíaca máxima para aumentar o consumo máximo de oxigênio (VO₂ máx.).
Mas atenção, porque nem todas nós temos que gostar da mesma coisa ou funcionar do mesmo jeito, e o que Elsa tem muito claro é que: "Para começar a se cuidar, o primeiro passo é conhecer o seu próprio corpo, indo além de seguir modas. Escutá-lo e encontrar momentos para você". Portanto, não é porque a corrida entrou na moda que você tem que começar a correr feito louca, ou não é porque a sua amiga gosta de ioga que você também tem que gostar.
Uma filosofia que ela também acompanha com uma alimentação equilibrada, baseada em produtos frescos, limitando os ultraprocessados e o excesso de açúcar, convencida de que os hábitos saudáveis funcionam melhor quando são mantidos com constância.