É isso que diferencia as pessoas com mais de 50 anos que conseguem emprego daquelas que não conseguem: um estudo realizado na China confirma
Publicado em 7 de julho de 2026 às 12:05
Reduzir a exclusão digital pode ajudar a melhorar a empregabilidade entre as pessoas com mais de 50 anos
É isso que diferencia as pessoas com mais de 50 anos que conseguem emprego daquelas que não conseguem: um estudo realizado na China confirma Estudo revela habilidade digital que aumenta as chances de trabalhar após os 55 anos Pesquisa aponta que dominar tecnologia pode prolongar a vida profissional depois dos 55 Bruna Marquezine, namorada de Shawn Mendes, conversou pelo celular Habilidades digitais avançadas ajudam profissionais com mais de 55 anos a encontrar e manter emprego, diz estudo

Neste mundo hiperconectado e que avança a uma velocidade vertiginosa, permanecer no mercado de trabalho a partir dos 55 anos é, muitas vezes, complicado devido à discriminação por idade e às dificuldades em encontrar emprego a partir dessa idade. 

Além de superar a barreira dos 55 anos — que, em muitos casos, já significa a exclusão automática em diversos processos seletivos —, há outro fator que influencia de forma clara: o domínio real das ferramentas digitais. E não estamos falando de ter um celular de última geração ou de enviar alguns e-mails, mas de ir um passo além.

Um estudo publicado em fevereiro de 2026 na revista "Frontiers in Public Health" deixa isso bem claro. Os pesquisadores analisaram 6.476 pessoas com mais de 50 anos na China e concluíram que habilidades digitais avançadas aumentam a probabilidade de os idosos ingressarem e permanecerem no mercado de trabalho.

O acesso à internet, por si só, não é suficiente

Há anos ouvimos falar da exclusão digital que existia para as faixas etárias mais velhas da sociedade. E essa exclusão está se ampliando a passos gigantescos em um mundo em constante mudança, no qual os avanços tecnológicos são observados semana após semana em áreas como a inteligência artificial.

Nesse sentido, o relatório explica que apenas as habilidades digitais avançadas — aquelas que envolvem consciência do ambiente tecnológico e domínio efetivo das ferramentas — apresentam uma relação direta com a melhoria da empregabilidade. 

O acesso à internet, avaliado isoladamente, não traz impacto significativo sobre a situação profissional desse grupo. Ou seja, ter Wi-Fi em casa e um smartphone, por si só, não muda nada. 

O estudo divide a alfabetização digital em três dimensões: acesso, consciência digital e habilidades de aplicação. O acesso consiste em dispor de dispositivos e conectividade. A consciência digital é reconhecer a relevância da internet para o trabalho, o lazer, os estudos e a vida cotidiana. 

As habilidades de aplicação abrangem a capacidade de usar ferramentas como plataformas de aprendizagem, aplicativos de comunicação e compras on-line. E é essa terceira dimensão que tem peso real sobre as oportunidades de trabalho. 

O estudo constata que cada ponto adicional no índice de alfabetização digital aumenta em 0,1% a probabilidade de um idoso manter um emprego, e esse efeito persiste mesmo considerando fatores sociais, econômicos e demográficos.

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Por que funciona: redes, confiança e bem-estar psicológico

A análise identifica três mecanismos principais. Em primeiro lugar, o uso fluido da tecnologia aumenta o bem-estar psicológico: quem utiliza ferramentas digitais com desenvoltura adquire maior confiança e uma atitude mais positiva em relação ao envelhecimento, o que lhes permite manter a motivação e a autoestima necessárias para continuar trabalhando. 

Em segundo lugar, reforça o capital social: uma rede mais ampla de contatos, alimentada pelo uso de tecnologias digitais, facilita a obtenção de informações e recursos profissionais, bem como a integração em novos ambientes de trabalho.

Por fim, o desenvolvimento de competências digitais ajuda a otimizar a gestão do tempo dedicado à família. Os idosos com mais habilidades podem dedicar menos horas aos cuidados com os netos e a outras responsabilidades domésticas, dispondo assim de mais energia e disponibilidade para o trabalho. 

Esse terceiro ponto é menos evidente, mas pode ser importante quando se pensa em como o tempo é distribuído em muitas famílias espanholas

Nem todos se beneficiam da mesma forma

De acordo com o estudo, o impacto positivo da alfabetização digital não é homogêneo. Ele é mais intenso entre idosos com alto nível de escolaridade, homens e residentes urbanos. Os pesquisadores classificam os participantes em quatro perfis bem definidos: integrados digitalmente, aspirantes e alienados.

Os integrados digitalmente — com acesso, habilidades e motivação — obtêm o maior benefício em termos de empregabilidade. Os aspirantes, motivados mas com dificuldades de acesso, melhoram se superarem essas barreiras. Por outro lado, os alienados digitalmente, que não utilizam nem valorizam a tecnologia, não experimentam mudanças relevantes em sua inserção no mercado de trabalho, mesmo que passem por processos de alfabetização.

O que isso implica para os programas de capacitação

À luz desses resultados, os pesquisadores sugerem adaptar os programas de capacitação digital ao perfil de cada grupo. Para aqueles que já utilizam tecnologia e estão motivados, é prioritário avançar em habilidades aplicadas e novas ferramentas. 

Nos grupos alienados, é necessário, em primeiro lugar, facilitar o acesso e estimular o interesse pelos ambientes digitais.

As recomendações incluem a criação de plataformas digitais inclusivas, a promoção de dispositivos acessíveis e o fomento de redes de apoio intergeracionais, especialmente em áreas urbanas, onde a capacitação técnica oferece melhores resultados. 

Nas áreas rurais, o foco deve estar em garantir o acesso básico e a orientação inicial, para evitar que a exclusão digital agrave a desigualdade no mercado de trabalho.

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Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
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